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Mais exemplos, menos palavras

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Testemunhar a fé, na transparência e com honestidade, é uma das consequências diretas de quem busca viver a Palavra de Deus. Palavra que cura as feridas de nossa alma, não raras vezes provocadas pelo acúmulo de mágoas e ressentimentos. Palavra que enxerga a extensão e a profundidade dos machucados impostos pelos sofrimentos da vida. Palavra que transforma a dureza do coração humano em gestos simples de bondade, mansidão e ternura. Palavra que ilumina os nossos passos e direciona os nossos caminhos na estrada do bem (Cf. Sl 119,105). Palavra bendita que merece ser guardada na vida de cada um e colocada em prática com verdade e autenticidade (Cf. Sl 119,11).

Quem sabe, em uma visita por nossa casa, lá encontraremos as Sagradas Escrituras, logo ao lado da cabeceira de nossa cama. Eventualmente, também poderemos vê-las na estante da sala, junto de outros bonitos enfeites. Ao percorrermos as Comunidades que frequentamos, principalmente no mês da Bíblia, é possível achar muitas procissões, carregando as Escrituras por entre as mãos, de acordo com o respeito que lhe é devido. Como é significativo perceber o lugar especial que a Palavra de Deus ocupa em nossos arredores.

Mas, antes de contemplá-la externamente, é fundamental acolhê-la interiormente, por meio de atitudes sensatas, capazes de afirmar que essa Palavra é viva porque transforma a insensatez do coração humano, santificando vidas, outrora dominadas pelo pecado. Não basta à Escritura ser reconhecida por aquilo que ela é, de fato, enquanto Palavra de Deus. Mesmo que não a reconheçamos Ela continua sendo divina. Ainda assim, é preciso também vê-la atuando, a partir dos frutos que produz na caminhada de cada um de nós. Nossos comportamentos devem dar fé de que essa Palavra não é vã, pois faz sentido a nós.

A Palavra de Deus solicita a verdade daqueles que a reverenciam. Nesse sentido, acolhê-la em procissões honrosas é algo de muito bonito, ainda mais quando preparadas pela comunidade dos fiéis. Mesmo assim, é preciso venerá-la com a própria vida, no dia a dia, mediante comportamentos renovados que testemunhem a importância da esperança cristã. É fundamental, se quisermos testemunhar a fé, amar quem não merece ser amado, perdoar com a grandeza de coração, deixar de falar mal quando não se pode falar bem, romper com o ciclo vicioso e prejudicial da intriga; sendo mais pacientes e generosos com os demais. Tenhamos em conta a nossa responsabilidade diante das Escrituras: “Sejam praticantes da Palavra e não apenas meros ouvintes, iludindo a si mesmos” (Tiago 1,22).

Uma fé que se traduz na verdade. Eis o que nos pede a Palavra de Deus. Verdade essa que nos requer harmonia entre o dito e o praticado. Verdade essa que nos motiva a viver segundo a vontade do Pai Eterno, sem meios termos. Verdade essa que se verifica na fidelidade para conosco e para com os outros. Enfim, verdade que nos ensina a abandonar o caminho da mentira, deixando de lado a enganação e a ilusão. É Deus mesmo quem nos concede a promessa: “Se vocês guardarem a minha palavra, vocês de fato serão meus discípulos; conhecerão a verdade e a verdade libertará vocês” (João 8,32). Todo discipulado e toda devoção clama pela verdade. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17,17).

Palavra vivida e transmitida de geração em geração. Só depois disso, escrita e confiada por herança. As Escrituras dão o testemunho legítimo de que Deus veio ao nosso encontro e não descansará até que a Palavra realize a sua missão. “Ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei” (Is 55,11). O Deus bíblico nos visitou, não para se ajustar a nós, mas para que nos ajustemos a Ele, conforme a sua bondosa vontade. Um Pai que se aproxima, nos fala ao coração (Cf. Os 2,16) e pede sem cessar: evangelizem (Cf. Mc 16,15). Se me for possível inferir ao texto bíblico que seja então: ‘evangelizem mais com a vida e menos com as palavras’. Um abençoado mês da Bíblia a todos!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

 

 

 

 

 

Alcançar o Céu deve ser mérito nosso

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Deus tem um desejo para todos nós: que sejamos santos, bons e agradáveis a Ele. Tudo isso para que a nossa vida corresponda ao Seu amor. E nós, que somos verdadeiros cristãos, desejamos, mais que tudo nesta vida, alcançar o Reino dos Céus. Muitas vezes, falamos que queremos ir para o Céu. Porém, as nossas atitudes não condizem com o que dizemos.

Não adianta apenas dizer da boca para fora, se eu não faço por merecer realmente alcançar essa graça. O próprio Jesus nos mostra que devemos nos esforçar, fazendo até mesmo sacrifícios, em prol daquilo que desejamos. A escolha por querer o Céu é pessoal e esse deve ser o bem maior que vai me alegrar a minha vida, e que vai me satisfazer.

Alcançar o Céu deve ser mérito nosso. Porém, muitas vezes, mesmo sem mérito, pedimos que o Senhor seja misericordioso para com a nossa pequenez e veja nosso esforço. Por isso, é importante que nós tenhamos valores em nosso coração.

De nada adianta ganhar o mundo inteiro, se eu perder a minha alma. Vemos muitas pessoas ricas, milionárias, que são infelizes. Por outro lado, existem outras que, com muito pouco, são mais felizes que muitos de nós. A felicidade é uma escolha. Dinheiro não traz felicidade. Pelo contrário, pode até trazer mais dor de cabeça, se você for uma pessoa gananciosa, avarenta, ávida.

Se nós escolhemos o caminho que nos leva ao Pai Eterno, a ganância não deve fazer parte do nosso dia a dia. Devemos fugir deste sentimento que tem o poder de afastar de Deus de nossas vidas, sendo um deus maligno, porque nos chama ao egoísmo, à cobiça. Nós sabemos que, se nos esforçarmos, Deus será misericordioso e nos dará aquilo que, até mesmo sem mérito algum, nós queremos alcançar.

A palavra de Deus fala de um pescador que lança a rede e puxa vários peixes. Daí, ele separa os peixes bons e o restante, aqueles que não são bons, joga fora. Se o Reino de Deus é o mais importante para nós, nós seremos os peixes bons que o pescador irá escolher. Seremos os peixes de melhor qualidade para o pescador, que é o Pai Eterno e, um dia, vai separar maus de bons. Ele que, um dia, vai nos julgar por aquilo que pudemos fazer e não fizemos, que tínhamos a obrigação de realizar e não realizamos.

Quando chegar este dia, Ele vai dizer (cf. Mt. 25,34) “Vinde, benditos de meu Pai, eu tenho um lugar preparado para vocês na morada eterna”. E, para os outros vai dizer (cf. Mt. 25,41): “Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos”. Se a sua vida não for uma vida de quem busca a Deus em primeiro lugar e se não houver esforço pela conversão, você será aquele peixe ruim e perderá as oportunidades que Deus nos concede.

Não podemos deixar o tempo passar, temos que refletir sobre o que estamos fazendo com a nossa vida. Devemos querer fazer tudo para Deus e com o olhar sempre voltado para o céu. Eu não devo ser bom porque tenho medo de não ir para o céu. Mas, sim, porque o Pai Eterno é o mais importante em minha vida e eu quero agradá-Lo, amá-Lo e fazer com que o Seu Reino Eterno prevaleça.

Peçamos a Deus que nos dê sabedoria. Reconheçamos a nossa pequenez diante de Sua infinita grandeza e deixemos que Ele tome conta do nosso coração, da nossa alma. Deus não desampara aqueles que são seus. Por isso, lute, meu irmão! Lute, minha irmã! Peça a Deus sabedoria e discernimento. Cure o seu coração, a sua alma, equilibre a sua vida. Seja uma pessoa honesta e correta sempre.

Faça o bem! E o Senhor vai ouvir a sua oração e ainda lhe dará aquilo que muito mais do que o que você pediu porque o Pai Eterno é bom e olha por Seus filhos, especialmente, àqueles que se voltam a Ele de coração aberto e sincero. Roguemos também à Mãe de nosso Senhor Jesus, para que ela nos ajude a ter a compreensão, o discernimento e a sabedoria daqueles que amam e temem a Deus. E que apesar das perseguições, calúnias, maldades e enganações, com sua doçura de Mãe do Céu, ela nunca permita que o nosso coração se endureça. Mas, que sejamos bons sempre e humildes para sermos, assim dignos das promessas de Cristo.

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

Amar como Jesus amou

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A cada dia, percebemos mais e mais a grande necessidade que as pessoas têm de vivenciar o grande mandamento de Deus para nossas vidas: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Este é o maior de todos os mandamentos. É no amor que nós podemos perceber como está o “termômetro” de nossa fé. Em outras palavras, é no amor, que somos capazes de viver a intensidade da nossa comunhão com Deus. Quando estamos no caminho certo e na comunhão que realmente alimenta e sustenta a nossa vida, o Pai Eterno não nos abandona e se faz presente em todos os momentos.

Assim como todo pai, o Pai Eterno é amoroso, mas também é rígido. Ele nos ensina com carinho, mas também nos mostra que temos deveres que são seguir os Seus mandamentos. E é por meio de Jesus, que Ele nos dá o maior de todos os mandamentos, pois se você quer ser discípulo, você deve amar de uma maneira diferente do que o mundo ensina a amar.

O amor que Jesus nos oferece e nos ensina a viver é um amor desinteressado, amor que não guarda maldade, nem rancor, que não alimenta no coração desejos que não são saudáveis à alma. É um amor puro, baseado na fidelidade, na doação de si mesmo. É um amor que deseja sempre o bem do próximo, que me faz sair de mim mesmo para o outro.

Somente o verdadeiro amor me tira do meu egoísmo, da minha pequenez e me faz olhar o bem do meu irmão. Aquilo que é melhor para o outro, que me faz servi-lo, que me faz querer bem e me faz fazer tudo para que o outro esteja bem. Por isso que o amor é difícil, é um desafio para todos nós. É um desafio para a vida. São Pedro, nos Atos dos Apóstolos diz, de fato, Deus não faz distinção de pessoas. O Senhor ama a todos e quer bem a todos os que se voltam para ele.

Aqueles que creem Nele, aqueles que O buscam de coração sincero, se convertem para o bem e professam amor ao Senhor, Ele os retribui muito mais. Por isso, ame a sua família, os seus amigos, as pessoas à volta. Mas, principalmente, ame aqueles que me fizeram mal, ou que você nem mesmo conhece. Esse é o verdadeiro e grande desafio, amar aquele que não me ama.

Amar como Jesus amou, sem fazer distinção de cor, raça, nação ou classe social. Tenhamos todos, a graça de viver uma vida pautada no amor e na esperança de que o mundo pode ser um lugar melhor, onde reina a fraternidade e a paz. Só depende de cada um de nós. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

Presidente-Fundador da Associação Filhos do Pai Eterno

 

Um minuto pela paz

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No dia 8 de junho, foi realizado em vários países o “Um minuto pela paz”, que recorda o terceiro aniversário do encontro entre o Papa Francisco, o patriarca Bartolomeu e os presidentes da Palestina, Abu Mazen, e de Israel, Shimon.  O momento histórico aconteceu em 2014 no Vaticano e marcou um encontro de oração pela paz entre cristãos, judeu e muçulmanos. O próprio Santo Padre convida todo o mundo a se unir neste pequeno momento de oração, pois existe uma grande necessidade de rezamos pela paz.

Ao homem – e nesse sentido refiro-me à raça humana, sendo homem ou mulher – o Pai Eterno concedeu o dom da inteligência, que pode ser utilizada tanto para o bem, quanto para o mal. A cada dia que passa nos surpreendemos com tantas coisas que vêm acontecendo e que podem desencadear para algo muito maior e mais sofrido, como uma guerra mundial.

Longe do Brasil, vemos pela mídia uma grande violência, que ataca povos e nações por meio de atentados, ataques terroristas. Já aqui, em nossa própria casa, nosso próprio país. É muito forte o sentimento de insegurança das pessoas quando saem às ruas. Muitos são aqueles que se aproveitam da vulnerabilidade alheia e acabam roubando, ferindo e até mesmo matando. Sem contar ainda a violência que conseguimos perceber ao avaliar o quadro político do nosso país. Muitos políticos encaram o poder, que foi dado a eles pela própria sociedade, como um passaporte para a fonte do benefício próprio.

As pessoas perderam a noção do amor. Não se preocupam mais com o outro, nem mesmo consigo mesmas. Vivem a cultura da violência física e também da violência moral.

Nós, que somos cristãos, devemos lutar pelo amor. Só ele pode transformar os corações e dar sentido à existência humana. É preciso que compreendamos o verdadeiro sentido do outro em nossas vidas para que nos tornemos mais sensíveis e humanizados. Só seremos capazes de chegar a Deus servindo ao nosso irmão.

Precisamos nos colocar no lugar do outro para que sejamos capazes de entender as suas necessidades. Somente assim, será possível encontra o caminho que leva ao amor verdadeiro que vem do Divino Pai Eterno.

A Romaria de Trindade é uma forma de encontramos o caminho que leva ao amor verdadeiro que vem do Divino Pai Eterno. Durante os dez dias de festividades, milhares de romeiros vêm a Trindade como forma de manifestar sua fé. São diversas as formas de orações, pedidos, louvores e agradecimentos. Uma oportunidade fundamental para reunir, com muita emoção, irmãos de vários lugares que, com o mesmo intuito, visitam a Casa do Pai para proclamar e reavivar a sua fé.

Aproveitemos esta oportunidade para encontrar dentro de nós mesmos a paz que buscamos no mundo. Esta pode ser uma verdadeira experiência de encontro e total entrega ao Pai, tendo como exemplo a Virgem Maria, que este ano é homenageada e nos ensina a dizer ‘sim’ para a vontade de Deus em nossa vida. Ela, que é a serva humilde e fiel ao Pai Eterno nos dá a certeza de que Ele nos ama e nos recebe de braços abertos.

Vamos fazer com que esse amor se prolifere. Amemos a Deus e também aos nossos semelhantes. Que em todos os ambientes onde estivermos nós possamos nos tornar fonte de paz e canal da graça que o Pai Eterno quer derramar na vida de nossos irmãos. E que juntos possamos fazer uma corrente de oração para fortalecer a nossa fé e pedir pelos irmãos que tanto sofrem por conta de toda a maldade existente no mundo.

Não percamos a fé em Deus e não percamos a fé também na humanidade. Aceitemos o chamado que nos faz o Santo Papa para rezar pela paz, não somente por um minuto, mas sempre. Lutemos pela paz, confiando na bondade e misericórdia do Pai Eterno e aceitando a única condição que Ele nos impõe, que é espalhar pelo mundo o amor misericordioso e incondicional que Ele mesmo oferece a cada um de nós.

Deus nos abençoe!

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e

Presidente-fundador da Afipe

“Eis aqui a serva do Senhor”

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Em toda a história cristã existem vários exemplos de fé e oração a serem seguidos por nós, cristãos e filhos amados do Divino Pai Eterno. Podemos dizer que Maria foi o maior deles, pois ela foi uma mulher de muita fé. Essa é uma das principais características que devemos guardar de Nossa Senhora, que foi uma mulher que viveu toda sua vida incentivada pela sua fé.

Pela fé, Maria se dispôs a servir a Deus. Com seu coração bondoso e humilde, mesmo antes de receber o anúncio de que seria a Mãe de Deus, ela já sabia que era especial, que era filha amada do Pai Eterno e que Ele tinha um plano para a sua vida. E quando esse plano veio, foi muito além de suas expectativas comuns, assim como acontece muitas vezes em nossas vidas.

O que tornou aquela jovem moça de Nazaré grandiosa foi dizer “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1,38). A partir daquele momento, em toda a sua vida, ela viveu momentos de tensão, angústias e sofrimentos causados pelo peso da responsabilidade que ela havia assumido ao dar o seu “sim”. Mas, no meio de todos os sofrimentos e angústias que ela viveu, também houve muitas alegrias e a certeza de que o Senhor estava com ela e honraria a sua obediência.

Apesar das dores e tristezas pelas quais Nossa Senhora passou ao ver tudo o que seu Filho Jesus passou, ao se entregar, morrer na Cruz e ser sepultado; ela rezou e confiou nas promessas de Deus. Por isso, seu coração ficou vibrante de alegria, quando soube da notícia da ressurreição de Cristo. E, por toda sua fé e seu exemplo de Mãe e de serva do Senhor, ela viu toda sua vida ser coroada com a dignidade de ser proclamada Rainha dos filhos amados do Divino Pai Eterno.

Em nossa Mãezinha do Céu reside a dor, mas também o júbilo e o louvor, porque ela era uma mulher de esperança e ela nos ensina que nós também, em nossas dores, nunca devemos perder a esperança. Se passamos pelos problemas da vida sem fé no coração, tudo o que nós vivenciamos é vão. Não nos leva a nada. Não nos ensina nada, nem nos faz crescer.

Hoje, podemos contar com a intercessão de Maria para nossas vidas, nossas famílias, nosso trabalho. Ela não é maior que Deus, nem quer ser. O desejo de Maria é apenas que todos nós possamos entender que Jesus deve ser o Senhor de nossas vidas e de nossas histórias. E que, compreendendo essa verdade, possamos nos abrir ao amor Dele e deixar que Ele nos guie pelo caminho que nos leva ao Reino dos Céus.

E é pela força de nossa oração que conseguiremos estar em comunhão com Deus. O poder da nossa oração é o que age em nossa vida. A oração é uma maneira importante de nos ajudar em nossa comunicação com Deus. É o que nos ensina a ouvir o Senhor, a escutar a voz do Divino Pai Eterno que quer se comunicar com cada um de nós. O próprio Jesus orava, falava com o Pai Eterno, tinha uma intimidade muito grande com Deus. “Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus” (Lc 6,12).

Assim como falou com Maria e com Seu Filho, o Pai quer falar com você. Ele quer que você o ouça, que abra o seu coração e abra também as possibilidades para que o Seu amor entre na sua vida e transborde dentro de você. O Senhor quer fazer de você uma pessoa diferente deste mundo, diferente das pessoas que não acolhem Sua Palavra e Seus ensinamentos. Diferente daqueles que não oram, que não buscam a Ele com alegria e com o desejo profundo de uma comunhão eterna.

Todos nós, que somos filhos amados do Pai Eterno, somos convidados a realizar boas obras e a estar em comunhão com Deus. E a seguir o exemplo de Nossa Senhora que se fez serva do Senhor, por meio da sua fé e oração. E é por meio da oração que somos capazes de estar em sintonia com Maria, com Jesus e com o próprio Deus. Essa comunhão é o que muda nossa mentalidade, nosso jeito de ser, nossas atitudes, nosso modo de julgar, de entender e nos reportar às pessoas. Comunhão que nos faz reconhecer quem somos realmente e a entender qual é a missão que Deus tem para nós, neste mundo.

Quando observamos a nossa vida, somos capazes de perceber nossa pequenez e nossa miséria humana e a grandeza do amor de Deus que, mesmo em nossas dores, fraquezas e dificuldades, abraça a nossa vida. Confiemos a nossa vida nas mãos do Senhor, por intercessão da Virgem Santíssima e reconheçamos que nada somos sem a presença de Deus em nossas vidas.

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

A plenitude do amor e a doação de si mesmo

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A Quaresma é um período em que a Igreja nos convida a intensificar nossa vivência do amor de Deus, contemplando os mistérios e os ensinamentos deixados por nosso Senhor Jesus Cristo. A experiência de viver uma vida pautada e guiada pelo Pai Eterno deve acontecer durante todo o ano. Mas, o Calendário Litúrgico da nossa Igreja tem uma maneira didática e especial de nos ajudar a relembrar o quanto o Pai Eterno nos ama a ponto de enviar Seu Filho, que passou por tantas provações e sofrimentos, para nos redimir dos nossos pecados.

E é justamente neste tempo em que estamos agora, da Quaresma, que temos a oportunidade de refletir profundamente sobre a vida, paixão e morte de Jesus. Isso acontece porque somos convidados a colocar em prática os Seus ensinamentos, e todo aquele que se assume cristão tem a incumbência de dar continuidade à missão de Jesus.

Desde a encarnação até a ressurreição, o Pai Eterno operou as Suas maravilhas na vida de Cristo e daqueles que o seguiam, para revelar todo o Seu amor pela humanidade. Em Jesus, está a plenitude de todas as promessas de Deus para a vida daqueles que se fundamentam no amor maior, que é Deus Pai.

Através de Seu Filho, Jesus Cristo, Deus se fez homem, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, história da nossa história, com o objetivo de nos salvar a partir da nossa condição existencial. Com Suas atitudes de amor ao próximo, com as curas e o acolhimento aos pobres e aos doentes; e Sua proximidade com Deus, por meio do jejum e da oração; Jesus nos mostra como devemos agir para estar no caminho que leva ao Pai. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6).

Nesse sentido, devemos ser como Jesus buscar vivenciar o jejum, a caridade e a oração, especialmente neste quaresmal. Neste período, Igreja nos ajuda a viver essa plena conversão que não está relacionada somente ao meu próprio ser, mas a como eu me posiciono e ajo em comunidade, fazendo o bem aos irmãos e irmãs.

Não podemos discriminar as pessoas por seus pecados, ou por suas limitações. Ao contrário, temos que acolhê-las de forma plena, amorosa, humilde e verdadeira. É justamente por isso, que a Igreja propõe aos cristãos que vivenciem, durante os 40 dias, a oração, o jejum e a caridade. Pois, essas são formas de dar continuidade à missão iniciada por Ele aqui na Terra. Devemos pedir ao Pai Eterno que nos dê o dom da sabedoria para que não façamos nada com o sentido de envaidecer o nosso coração, mas, somente, para agradar o coração de Deus.

Na Liturgia deste tempo, Jesus nos ensina que nossas ações não devem ser para engrandecimento pessoal, mas, para a glorificação de Deus. “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu” (Mt 6,1).

Entre Jesus e a pessoa humana não há um troca de papéis ou uma inversão de valores, mas, sobretudo, uma entrega cotidiana de duas vidas, que se unem e se assumem em um único caminho rumo ao Coração do Pai Eterno. É esse o grande desafio que assumimos ao escolher a vida cristã, o de amar. Enxergar Jesus no irmão e ser Jesus para ele.

Cristo é a fonte do amor mais pleno e é Nele que devemos nos abastecer. Ele não foi um simples mensageiro. Ele é a própria mensagem de amor que o Pai Eterno nos enviou e que se mantém viva em nossos corações, por meio do Espírito Santo. Somente por meio da experiência da fé vinculada à razão, é que seremos capazes de enxergar Jesus no outro. A partir do momento que aceitamos viver e entender o Seu amor, se torna mais fácil agir conforme os ensinamentos Dele.

Tenhamos a firmeza da fé para mergulhar nessa fonte do mais puro amor, que são os exemplos deixados pelo próprio Jesus: fé, amor, oração e caridade. Reflitamos sobre a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré e aprendamos com Ele a viver como filhos queridos e amados do Pai Eterno!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

Equilíbrio físico e espiritual

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Em fevereiro, dia 11, a Igreja celebra a Virgem Santíssima sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Neste mesmo dia, é também o Dia Mundial do Enfermo. Quando rezamos por alguém que precisa de saúde, não podemos nos limitar somente a pensar naqueles que possuem doenças no corpo, precisamos também pedir por aquelas pessoas que necessitam da saúde na alma.

Resumindo, estou falando do equilíbrio físico e do equilíbrio espiritual. Duas coisas fundamentais para que consigamos ter uma vida tranquila, feliz e saudável. Isso, porque um está ligado ao outro. Ou seja, quando estamos doentes no corpo, ficamos tristes, abatidos. Existem vários casos de pessoas que, quando ficam doentes fisicamente, tendem a ficar pessimistas, depressivas.

Não é por acaso que o Dia Mundial do Enfermo é no mesmo dia em que celebramos a memória de Nossa Senhora de Lourdes. Ela é a padroeira dos enfermos. Conta a história que, em 1858, em uma tarde muito úmida e muito fria, no interior da França, Nossa Senhora fez uma visita agraciada a uma menina muito humilde, frágil e pura, chamada Bernadette Soubirous.

A menina saiu com uma irmã e uma amiga para procurar lenha, gravetos para aquecer o lar, que era um costume muito frequente na Europa, naquele período. Elas estavam em um local um pouco afastado da cidade e Bernadette foi atraída por uma luz saindo de uma gruta. Foi então que ela viu uma linda mulher de branco, com uma faixa azul e um terço na mão. E esta mulher linda e admirável convidava à oração. A jovem começou a rezar e quando terminou a oração, a senhora desapareceu. Bernadette ficou cheia do Espírito Santo e muito feliz com aquele acontecimento que encheu seu coração de paz, amor e esperança.

As aparições foram se repetindo nos dias seguintes, até que em um dos momentos a Virgem pediu à menina que cavasse o chão da gruta e naquele exato local, brotou uma fonte que jorra águas abençoadas até os dias de hoje. A própria Bernadette, que era uma jovem doente, foi curada ali. São milhões de peregrinos que visitam Lourdes todos os anos em busca de bênçãos, curas e verdadeiros milagres. Ali é um marco do amor do Divino Pai eterno, por intermédio de Maria Santíssima.

Além das curas, que deram a Nossa Senhora de Lourdes o título de padroeira dos enfermos, a mensagem trazida ao mundo, por meio da visita a Bernadette, consistia, principalmente, no convite à conversão e à oração do terço. Outro ponto fundamental da aparição no interior da França foi quando a Virgem se identificou como a Imaculada Conceição, o que se tornou motivo da confirmação desse dogma que havia sido proclamado quatro anos antes pela Igreja.

Nossa senhora é a Imaculada Conceição e, por meio de sua santa intercessão ao Divino Pai Eterno, conseguimos alcançar graças infinitas em nossas vidas. Devemos ter uma certeza: sem Deus, nada somos. Por isso, meu irmão, minha irmão, busque viver em uma comunhão com Deus. Saiba que nós não somos merecedores da graça de Deus e, mesmo assim, Ele nos concede e nos permite viver como verdadeiros abençoados, verdadeiros miraculados, como pessoas que são libertas de todos os males que possam vir a nos atingir.

Muitos são os que estão distantes, não participam, não rezam e não buscam a Deus. Busquemos o Senhor, porque nosso tempo é curto neste mundo e nós dependemos de Deus para sermos verdadeiros filhos amados, verdadeiros cristãos neste mundo, e não somente criaturas que caminham sobre a terra.

Peçamos, então, a intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos enfermos, por todas aquelas pessoas que estão doentes, debilitadas na saúde do corpo, para que tenham a capacidade levantar a cabeça diante das cruzes que carrega. Rezemos também por aqueles que necessitam da saúde da alma, pedindo ao Senhor que dê força e ânimo aos corações decaídos, às pessoas com depressão, para que não se sintam acabados, nem fracassados por causa de problemas em suas vidas.

Que, pela nossa fé e oração, o Senhor possa nos reerguer para que possamos caminhar na alegria de estar em Sua presença. Que nós sejamos pessoas saudáveis no corpo e na alma e que o Senhor coloque Sua mão misericordiosa sobre todos os que sofrem, para que alcancem aquilo que necessitam. Amém!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

 

O Evangelho do Amor

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No primeiro dia do ano, celebramos a Mãe de Deus, Maria, nossa Mãezinha do Céu, ela que acolheu plenamente os mistérios da redenção no seu próprio ventre, na sua mente e no seu coração. Maria foi o receptáculo da graça de Deus, o sacrário vivo do próprio Senhor, custódia da salvação da humanidade. Por isso, a Igreja começa o ano bendizendo, louvando e agradecendo ao Pai Eterno pela Mãe de Jesus, que é para nós um exemplo de vida, de como devemos caminhar e de como devemos ser, em nossa vida cristã.

Maria via e ouvia todas as coisas e, em silêncio, guardava tudo em seu coração e meditava. Maria, Mãe de sabedoria, meditava os mistérios de Deus em cada um dos tantos fatos que aconteceram na vida de Jesus e em sua vida. Devemos louvar e agradecer a Deus pelas infinitas graças que Ele sempre derrama sobre nós porque Ele é o nosso Pai Eterno. E devemos agradecer também por Ele ter nos dado Maria, por nos ter dado a Mãe do Redentor para que nós sejamos filhos dela e aprendamos a viver como ela viveu: uma vida de fé, de entrega, com uma opção radical de servir a Deus acima de qualquer coisa, colocando-O sempre em primeiro lugar em nossa vida.

Esta foi a missão de Maria, conforme ela mesma proclamou em seu cântico em Lucas (1,46) – “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador”. E deve ser também a missão de todo cristão. Se colocar à disposição do Pai, levar o Seu amor ao mundo inteiro. Por meio de Maria, tudo se torna mais fácil. Ela nos mostra o caminho certo que nos leva a Jesus e nos mostra que nunca estamos sozinhos nesta missão. Só precisamos abrir o nosso coração, pois fomos batizados e recebemos o Espírito Santo, que foi enviado a nós ser a presença de Deus em nós e, através de nós, onde quer que nós estejamos.

O Senhor espera que nós realmente vivamos de acordo com a Sua vontade e que experimentemos profundamente o Seu amor, permitindo que outras pessoas também façam o mesmo, por meio de nós. Assim como Nossa Senhora, que recebeu o Espírito Santo e deixou o Pai Eterno agir em sua vida, nós também recebemos a marca do Espírito Santo em nós. E, por meio desse Espírito, somos canal do amor, da graça e da benção de Deus.

Com essa certeza, seguindo os exemplos de nossa Mãezinha do Céu, temos o compromisso de continuar a missão de Cristo nesta vida e neste mundo, mesmo que as pessoas não O queiram e não O aceitem. Mesmo que os corações sejam duros e resistentes em não querer mudar de vida e de pensamento. Nós somos chamados a evangelizá-las usando nossas capacidades, nosso modo de ser, de falar, de ensinar e de dar exemplos.

Quando Jesus diz “Ide pelo mundo e pregai o Evangelho” (Mc 16,15), Ele quer que nós entremos na vida, no mundo das pessoas e mostremos a elas o Seu amor e graça e tudo aquilo que nós conhecemos e experimentamos. Maria, assim que soube da concepção divina de Cristo, saiu em missão, para levar Jesus a sua prima Isabel, que a reconheceu como bendita entre as mulheres, pois era bendito o fruto que carregavam em seu ventre (cf. Lc 1,42).

Para cumprir a missão que o Senhor deu a nós, devemos confiar Nele. Não podemos confiar somente em nossa própria força, condição e inteligência. Confiemos, sim, na graça de Deus que age no bom coração. Se nós seguíssemos nesta missão, por nós mesmos, não faríamos nada ou quase nada. Se vivêssemos somente pelas nossas capacidades, confiando em nosso mérito, faríamos pouco neste mundo. Mas, se a graça de Deus nos acompanha, Sua obra acontece de maneira magnífica. Pessoas são restauradas, corações são convertidos, vidas são mudadas. Tudo isso, porque eu me faço instrumento, me abandono nos braços do Pai Eterno e me coloco à disposição para que Sua vontade seja realizada plenamente em minha vida.

Ter o coração bom, colocar-se à disposição do Pai e se esforçar para serví-lo piamente; esse é o primeiro passo para que a graça de Deus opere em seu coração, em sua vida, em seu jeito de ser. Dessa forma, você se tornará a presença viva do Senhor na vida do seu irmão, na sua casa, no seu trabalho e onde quer que você passe. Em você, as pessoas vão sentir e reconhecer a presença e a força de Jesus.

Ouçamos a voz de Jesus, que não está falando apenas ao grupo dos Doze Apóstolos, mas sim para todos aqueles que Nele acreditam e que sabem que somente por meio Dele é possível alcançar a salvação. Neste novo ano, Deus nos dá uma nova oportunidade para que possamos assumir verdadeiramente a missão de Jesus em nossas vidas. Façamos como a Virgem Santíssima, a Mãe de Deus, abrindo-nos à vontade do Pai e vivendo a esperança de que este ano será ainda melhor.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

A encarnação do Amor

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Às vezes, me pego pensando em como seria se Jesus voltasse hoje. Será que nós estaríamos preparados para receber Cristo em nossa casa, em nossa vida? Será que o nosso coração estaria preparado para acolher o Messias? Esse pensamento me veio à mente ao perceber que estamos nos aproximando do Natal, quando celebramos a vinda de Jesus – “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14) – e, em vários locais e situações, é possível observar que o verdadeiro sentido desta comemoração está distorcido.

O Natal é uma das festas mais importantes do calendário litúrgico. Neste período, nós, que somos filhos amados do Pai Eterno, recebemos Dele o chamado para que preparemos o nosso coração, a nossa vida, para a chegada de Seu Filho amado. É claro que é uma festa simbólica, pois Jesus nasceu há mais de dois mil anos, segundo o calendário civil. Mas, precisamos sim relembrar disso ano após ano, pois, para nós, cristãos, é momento de refletir sobre como é necessário abrir o nosso coração para receber Cristo em nossas vidas.

Por isso, esse período não pode se resumir ao consumismo desenfreado, em que as pessoas só pensam em comprar presentes, fazer uma grande festa, pratos especiais, roupas novas, decoração natalina, árvore repleta de presentes. Tudo isso é bonito, mas não devemos gastar toda nossa energia com esses elementos, porque as coisas materiais são vãs. Nada disso faz sentido, quando as pessoas, especialmente, as famílias, não vivem o verdadeiro amor.

De nada adianta ter tudo isso e estar brigado com o seu irmão, com raiva do seu primo, em pé de guerra com seus pais. Não é isso que o Pai Eterno quer de nós. Podemos, sim, enfeitar a nossa casa, para que ela fique bonita e com clima festivo. Mas, não podemos colocar nossa atenção nisso e deixar o nosso coração amargurado, cheio de rancor e vivendo em meio à discórdia.

Nesse contexto, as pessoas estão cada vez mais divididas entre o Evangelho da Fé e o evangelho do mercado, entre o belo-supérfluo dos presentes e o singelo-necessário do presépio. Na noite de Natal, vemos coros, com muito entusiasmo, entoando o som do ‘Jingle Bells’, mas a verdade é que as pessoas se esquecem do motivo que a torna uma verdadeira e plena ‘Noite Feliz’!

É preciso viver a verdadeira essência do Natal, que está em reconhecer a grandeza de um Deus que é Pai e que, por amor a nós, se fez carne, habitou entre nós, de maneira simples, humilde e singela. Veio como criança, pura, ingênua, precisando dos cuidados dos seus pais para que crescesse e se desenvolvesse. E é essa mesma criança que agora está pedindo, desejando, nascer em nossos corações. Por isso, devemos amar, cuidar e nos dedicar a acolher essa criança, que é o próprio Cristo, com muito amor, para que nossa casa seja abençoada e nossa vida seja restaurada.

O Menino Deus nasceu para todos e aquele que deposita a sua fé e esperança no Natal, de forma plena, é capaz de vivenciar esse momento de Amor, não somente nesse período natalino, mas, em todos os dias de sua vida. Jesus é simples e cheio de amor. Ele não quer algo extraordinário de nós, quer apenas que nós possamos dar seguimentos à Sua missão, seguindo os Seus ensinamentos e fazendo valer a Sua vinda gloriosa a este mundo.

E a forma de colocar esse amor em prática é mudando as nossas atitudes do dia a dia: evitando falar mal dos outros; aprendendo a utilizar o silêncio para não criar situações de desconforto e não magoar os nossos irmãos; sendo gentil com as pessoas à nossa volta, em casa, no trabalho e em todos os lugares onde que estiver; praticando boas ações. Enfim… existem inúmeras ações que podemos realizar para garantir que o Reino de Deus aconteça aqui na Terra. E é com fé e humildade que somos capazes de deixar que o Espírito Santo nos mostre o caminho certo a seguir.

Lembremo-nos de que somos iluminados pela vinda de Cristo Jesus: “Para os que habitavam na terra da escuridão uma luz começou a brilhar” (Is 9,1). Cristo feito homem esvaziou-se de Si mesmo, exceto de Sua condição Divina, para partilhar de nossas dores e pobreza. Conheceu na própria pele as feridas do sofrimento e da extrema pobreza, pois não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20).

Sigamos o exemplo de Jesus, façamos deste tempo, um momento oportuno para revisitarmos a nossa consagração, tentando descobrir aquilo que tem nos distanciado do anúncio do Reino de Deus, tão defendido por Jesus. Não deixemos que o Menino Deus fique ao relento de nossa vida consagrada. Façamos o possível e o impossível para que Ele possa ser generosamente acolhido na manjedoura de nosso coração.

Bom Tempo do Advento a todos e um Natal cheio de luzes e ações de graças!

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

Amor que renova, traz a paz e a misericórdia

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Neste Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco para a Igreja Católica em todo o mundo, temos visto o quão é grande a preocupação do nosso Santo Padre para com a humanidade, para com os filhos e filhas do Pai Eterno. Por várias vezes em que falou sobre misericórdia, em sua humildade, ele nos ensinou o quanto é precioso e imprescindível vivenciar o perdão em nossas vidas, a começar pelos nossos lares, em nossas famílias. É praticando o perdão no seio familiar que aprendemos a ser mais amáveis e maleáveis em relação aos erros, às ofensas e àquilo que o outro faz e que, porventura, acaba nos machucando.

Em toda a história da humanidade, sempre ouvimos falar sobre as guerras do passado, desencontros e discórdias entre pessoas e grupos que pensam e agem de maneira diferente uns dos outros. É triste perceber que, ao longo dos séculos evoluímos em tantos aspectos, principalmente no que tange à tecnologia, mas continuamos com os mesmos problemas de guerra, violência e discórdia que são frutos da intolerância e falta de amor, de perdão e de misericórdia de pessoas que, na maioria das vezes, não aceitam o estilo de vida e a maneira de viver do outro.

Na mídia, percebemos claramente que estamos vivendo um tempo em que a intolerância tem se mostrado muito presente. Pessoas que não têm amor umas pelas outras e que, por pura maldade e falta de discernimento em relação às escolhas pessoais do outro, praticam atos perversos e até criminosos para prejudicar o irmão.

Apesar de ver tantas coisas ruins que a mídia sensacionalista expõe diariamente, não devemos perder a esperança e é isso que o Ano Santo da Misericórdia nos ensina: que podemos alcançar um mundo melhor, se vivermos aqui na Terra, com os nossos irmãos, a mesma misericórdia que o Pai Eterno tem para conosco.

Se olharmos ao nosso redor, é muito fácil também encontrar pessoas de bom coração, que se preocupam com o irmão e que mostram, até mesmo por meio de pequenas atitudes, que é possível enxergar Jesus no outro e, dessa maneira, colocar em prática o amor e o perdão que Ele mesmo nos ensinou, quando veio cumprir Sua missão aqui na Terra.

Em sua Bula Misericordiae Vultus, n.10, o Papa Francisco nos ensina que “o perdão é uma força que ressuscita para uma vida nova e infunde a valentia para olhar o futuro com esperança”. É nisso que devemos acreditar, para que consigamos alcançar um mundo, onde a paz e o amor divino reinam. E neste mês de setembro, em meio à celebração do Ano Santo da Misericórdia, quando celebramos mais um Mês da Bíblia, refletimos o tema “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus”.

A proposta é que seja estudado o livro do profeta Miqueias, como forma de levar às comunidades o desejo de conhecer os ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras. O que pode trazer aos corações dos fiéis, mais esperança, por meio de experiências de fé e vivência da oração, que nos aproximam do amor do Pai Eterno.

Em meio a tantas experiências negativas que temos presenciado com as violências diárias em todo o mundo, é muito importante ter homens e mulheres capazes de lutar para que a Palavra de Deus nunca se perca. Pessoas que servem ao Pai Eterno, evangelizando, com muita fé e perseverança, aqueles que não conseguem mais encontrar o sentido de suas vidas, levando a eles o amor verdadeiro, puro e divino, por meio da oração.

Santo Afonso Maria de Ligório nos ensina que não há meio mais necessário e mais eficaz para vencer as tentações contra a virtude angélica do que o recurso imediato a Deus pela oração (cf. S. Alphonsus a Liguori, Pratica di amar Gesù Cristo, c.17, nn. 7-16). Portanto, abramos os nossos corações para que, através de nossa oração, estudo da Palavra e testemunho de fé, possamos levar o amor do Pai Eterno a todos os lugares, mostrando que é possível viver a paz. Basta se colocar a serviço do Pai, enxergar Jesus no outro e respeitar as escolhas do outro, lembrando sempre de amar quando for preciso e perdoar quando necessário.

Que também, a exemplo da Virgem Mãe Santíssima, possamos acolher a Palavra de Deus em nossos corações, deixando que o Espírito Santo aja em nossas vidas, de acordo com os desígnios de Deus para cada um de nós. Tenhamos fé e, acima de tudo, esperança. O Pai Eterno nunca abandona os Seus filhos, principalmente quando eles decidem por seguir o Seu caminho e continuar a missão que o próprio Jesus nos deixou, de anunciar o Evangelho a todas as nações (cf. Mc 16,15).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

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