ENTRE A POLÍTICA E A POLITICAGEM!
setembro 28, 2008 on 2:41 pm | In Pe. Robson | 1 Comentário
Consciente de sua missão, Jesus recrutou um grupo de pessoas e os introduziu no discipulado do Evangelho e na escola da fraternidade. Entre estes era chamado de “Mestre”. Por outro lado, também haviam outros mestres da sociedade, intitulados de “doutores da lei” e “senhores da política”. Enquanto Jesus facilitava, ao falar a linguagem dos menos favorecidos, estes complicavam e tributavam a vida dos oprimidos. Sem generalizações, podemos afirmar que os antigos fariseus nos fazem lembrar os políticos, de ontem e de hoje, que não solucionam, problematizam; não respondem, perguntam e fazem inquérito; não governam, simplesmente manobram.
Aos seus partícipes Jesus não ofereceu altos cargos nem reservou pastas. O único serviço que lhes confiou foi o testemunho do lava-pés, no qual aquele que quisesse ser grande deveria ser o servo de todos. Essa foi a política de Jesus: o serviço livre e desinteressado como fidelidade ao Pai Eterno! Nas reuniões com os seus discípulos não haviam projetos de leis, sistemas burocráticos ou interesses partidários. Havia sim partilha mútua na missão de se constituírem como homens honestos pela verdade, sensatos pelas atitudes e solícitos políticos pela prática do bem. Jesus não formou um partido político, pois sua política era o Evangelho, mas lapidou e conscientizou os seus discípulos a viverem na integridade, sem se deixarem corromper por nenhum sistema adulterado pela corrupção. Excetua-se somente Judas: aquele que traiu a política do Evangelho pelo dinheiro e acabou sendo condenado pela sua própria traição mercantil.
Por tudo o que fez e viveu Jesus torna-se o protótipo de todos os que almejam conduzir os caminhos da política na retidão e na veracidade. Atualmente cabe aos genuínos candidatos a missão de dignificar a política, sabendo que ela é falseada todas as vezes que se converte no “partido do dinheiro” ou nos “dossiês da sujeira”. Neste sistema, a realidade passa a ter uma cotação, os projetos de lei são comprados, o mandato é penhorado pelos lobistas, a verdade é encoberta, o nepotismo é proliferado e os interesses do povo são substituídos em proveito próprio.
Deturpar a política é ferir a existência da sociedade, pois em sua gênese estão a honestidade e a ética como princípios fundamentais. Vale-nos, portanto, distinguir que a politicagem é negócio, a política é serviço. Politicagem é sinônimo de privilégios, política é antônimo de regalias pessoais. Politicagem é falsear as promessas eleitorais, a política é batalhar pela participação de todos na eqüidade pública de enriquecimento do município. Cabe-nos afirmar pelas urnas a eleição dos políticos e a destituição da politicagem, do mesmo modo que na colheita, onde se separa o trigo do joio.
Ademais, precisamos decretar o falecimento deste tipo de candidatura escondida sob o viés da mesquinhez, da falta de escrúpulos e da desonestidade, que erroneamente chamamos de política. A luta desenfreada para alcançar o poder é uma fraude da política, uma não-política. Matar o atual modo de fazê-la é anunciar o renascimento da verdadeira política. Nos tempos de outrora e, principalmente nos dias atuais, a política precisa deixar de ser uma profissão, um arrimo familiar, para transformar-se em uma legítima vocação, como nos diz Rubem Alves: “De todas as vocações, a política é a mais nobre […] De todas as profissões, a profissão política é a mais vil”.
Por fim, nos resta uma fresta de esperança. Que os candidatos sejam mais sérios e não utilizem de meios ilícitos para dividir a opinião da população! Que palavras soltas e sem autorização pessoal não se tornem meios desonestos para confundir a consciência dos eleitores! Que a tramóia do poder seja deixada de lado! Que o bem comum seja colocado como centro das atenções do poder público! Até eu como sacerdote já sofri esse tipo de evasiva quando utilizaram minhas palavras em carros de som pelas ruas de Trindade. Palavras soltas, isoladas, montadas na tentativa desesperada de induzir a opinião do povo sem minha autorização prévia. Sinceramente, fiquei e ainda estou indignado! Justamente por isso reafirmo: que ninguém aproveite de oportunidades sutis para se colocar como “bonzinho” usando a imagem dos que lutam pelo bem comum dos fiéis!
Vamos rezar pelos nossos candidatos. A tentação do poder que corrompe e não se traduz em serviço está na alma de todo ser que respira. Até Cristo foi tentado pelo Diabo! Como não seria com aqueles que estão diante dos oásis financeiros das oportunidades de se enriquecerem ou se elegerem facilmente?! Rezemos e não fiquemos calados diante daqueles que se esqueceram que a política não se constrói à custa de opiniões, mas, sobretudo, na prática do bem!
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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O PECADO ORIGINAL E SALVAÇÃO!
setembro 21, 2008 on 2:39 pm | In Pe. Robson | 1 ComentárioSabemos pela história, que esta doutrina foi cunhada por Santo Agostinho, no século V, e no período em que houve a luta contra o pelagianismo. Entenda-se por “pelagianismo” a heresia criada pelo monge britânico Pelágio que, defende a inexistência do pecado original, a negação da natureza pecaminosa e a não-necessidade da graça de Deus para a salvação do gênero humano. O que está em jogo na doutrina do pecado original e na heresia do pelagianismo é a salvação do ser humano: um assunto profundamente atual! A dúvida de toda pessoa religiosa é a seguinte: serei ou não serei salvo?
Santo Agostinho, entre os anos 412 e 430, ensinava que os seres humanos nasciam na condição de pecado. Nesta realidade, ninguém é capaz de salvar-se e nem de salvar os outros. Um cego não pode guiar outro cego, um surdo não pode escutar outro surdo nem um mudo pode falar a outra pessoa. Por isso na idéia de pecado sempre está a ausência de algo. Santo Agostinho observou a presença do pecado em sua época e almejou encontrar uma causa deste mal, instituindo a doutrina do pecado original. De acordo com Agostinho “fora da graça de Deus, é impossível que uma pessoa obedeça ou até mesmo busque a Deus. Com o pecado de Adão, houve uma total corrupção na raça humana, de modo que a vontade natural do homem está fatalmente cativa e submissa à nossa condição pecaminosa. Dessa forma, somente a graça de Deus, concedida livremente aos Seus eleitos, é capaz de trazer salvação aos seres humanos” (Michael S. Horton).
Por outro lado, para Pelágio, a pessoa humana era capaz de salvar-se a si mesma, sem a participação da graça divina. Assim a salvação é fruto do agir humano e não de um Ser Externo, fora de nós. Neste esquema Adão passa a ser concebido como um simples “mau exemplo” ao passo que Jesus é apenas um bom exemplo. Acaba se esquecendo da dimensão redentora da vida de Jesus. A salvação não seria doação de Deus, mas auto-salvação. Na verdade, “o que a doutrina tradicional da Igreja sobre o pecado original quer nos mostrar é como seria a nossa situação se não fosse pela redenção e pela graça de Deus. Estaríamos alienados de Deus, atolados numa situação de não-salvação” (Afonso Gárcia Rubio).
Por conseguinte, precisamos reconhecer que somos pecadores. Essa visão não pode fugir da nossa expressão de fé, por mais que ajam correntes de pensamento capazes de afirmar que o humano é perfeito e o pecado seria invenção da religião. No entanto, antes de sermos pecadores, somos filhos do Pai Eterno: antes das trevas, à luz; antes do mal, à bondade divina; antes da maledicência, à benignidade de Deus.
Pela História da Salvação sabe-se que o pecado sempre foi uma atitude de rejeição e fechamento a Deus. Justamente por isso, que o pecado original surgiu durante o processo em que o humano deixou de ser animal e se torna hominal. Em um determinado momento, o humano se fechou em seu próprio interesse, rejeitou o projeto de Deus e aos outros seres humanos. Isso originou o pecado.
Para livrar-se da condição pecaminosa, a comunidade cristã institui o Sacramento do Batismo como: adesão à pessoa de Jesus de Nazaré e seu Evangelho. O Batismo passou a ser reconhecido como sinal da capacidade libertadora de Deus, por meio de Jesus, o Salvador. A Igreja tornou-se, então, sinal desta nova realidade a partir da implantação do Reino de Deus no mundo. Cabe, hoje, aos cristãos dar continuidade à missão redentora de Jesus e a permissão para que Ele continue existindo por meio, das atitudes e palavras, de seus seguidores.
Diante do pecado está também a liberdade de escolha para optar pela salvação. A pessoa humana alcança o ápice de seu desenvolvimento quando é capaz de escolher. Antes da opção não há consciência. Não havendo consciência, não há racionalidade e muito menos liberdade existencial. Sem consciência o humano torna-se irracional e, deste modo não-livre. Mas a partir da liberdade a pessoa pode escolher entre a abertura ou o fechamento. E infelizmente, por muitas vezes, a pessoa escolheu o fechamento ao projeto de amor do Pai Eterno!
Por último, a doutrina do pecado original nos ensina a falar mais da graça original do que do pecado original. Neste sentido, precisamos a aprender a conviver com o mal, sem fazer as pazes com ele, buscando incessantemente o caminho da conversão! No fim devemos exclamar com a liturgia: Ó feliz culpa que nos trouxe um Salvador da condição de Jesus Cristo, para mostrar que a vivência de Deus como Pai, no amor aos irmãos e na implantação do Reino de Deus já é salvadora por si mesma e destruidora do pecado!
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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Missa em Barretos-SP
setembro 17, 2008 on 5:13 pm | In Geral | 3 ComentáriosDevotos do Divino Pai Eterno gravam pequeno momento da missa presidida pelo Pe. Robson de Oliveira e colocam imagem no YouTube. A missa aconteceu nesta segunda-feira, dia 15, na Paróquia São Benedito. Fora da igreja tinha quase o dobro de pessoas… Sucesso geral!
RESPONSABILIDADE E CONSCIÊNCIA POLÍTICA!
setembro 17, 2008 on 5:06 pm | In Pe. Robson | 1 ComentárioDe acordo com a legislação brasileira todas as pessoas entre 18 e 70 anos são obrigadas a votar. Aos abaixo de 18 (até os 16 anos), aos acima de 70 e aos analfabetos o voto é opcional. No entanto, a idade cronológica não pode ser o critério suficiente. Para exercer com discernimento e, por conseguinte, responsabilidade a ato de votar, faz-se necessária a constituição de uma consciência política sadia, madura e crítica. Esta deve ser apreendida desde a mais tenra idade. Caso contrário, são os fatos do cotidiano que nos conduzem à construção da consciência política crível e justa.
Por consciência política compreende-se a pessoa capaz de desempenhar sua cidadania de modo livre, sem condicionamentos previdentes ou mercantis. Trata-se do indivíduo que não coloca os interesses pessoais acima dos interesses da população. Contudo, são muitas as realidades nefastas que deturpam o genuíno sentido da consciência política, acabando por feri-la ou deformá-la na prática, a saber:
1. Fazer do voto um objeto financeiro, desqualificando-o de responsabilidade individual pelo bem ou mal estar da população;
2. Praticar o voto sem analisar a vida do candidato e sua trajetória profissional, humana e religiosa;
3. Subornar o voto de pessoas destituídas de formação profissional qualificada em troca de dinheiro, emprego, cesta básica ou quaisquer tipos de benefícios pessoais;
4. Corromper o sentido do voto por troca de favores para si ou para familiares (nepotismo) e amigos;
5. Fazer da política um carreirismo salarial ou arrimo para a prosperidade pessoal através do desvio de verbas públicas;
6. Utilizar da boa fé do eleitor fazendo promessas puramente “eleitoreiras” que durarão somente o tempo da campanha, uma vez que o município pode não possuir verbas suficientes para tal;
7. Empregar de mecanismos desfalcados ou da formação de psicólogos e publicitários, no intuito de angariar eleitores de forma inconsciente ou de modo falseado e alienado;
8. Buscar a política pela própria política, desmerecendo a participação da população nas grandes decisões municipais além do período de votação;
9. Agredir, por meio de poluição sonora e visual, a cidade e a vida dos eleitores sem adesão ou permissão;
10. Deixar-se influenciar pela beleza do candidato e não por suas propostas políticas e seu planejamento municipal.
Sabemos bem que “todo o poder emana do povo, muito embora pouco dele em seu nome seja exercido” (Gercinaldo Moura). Assim sendo, saibamos valorizar o nosso voto como um ato lícito. Reconheçamo-lo como a oportunidade de mudarmos a vida política de nossos municípios e a estrutura social que nos norteia. Não permitamos vendas, trocas e muito menos a corrupção do ato de votar. Sejamos honestos para elegermos pessoas corretas e íntegras. Se quisermos candidatos éticos no pleito municipal precisamos efetivar a nossa cidadania com ética. Votar por coação é o mesmo que anular o próprio voto. Vale ainda ressaltar que existem duas ferramentas para aqueles que almejam exercer a consciência política: o voto e o impeachment. Pena que este último, na evolução histórica da política brasileira, só foi aplicado ao Chefe de Estado da Nação e do Governo. Se o voto representa a esperança de dias melhores para a população e a renovação das instituições sociais, o impeachment significa que o poder concedido também pode ser negado por dignos parlamentares e, ademais, pela população: início, meio e fim de toda e qualquer gestão política.
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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A PALAVRA DE DEUS PROVOCA!
setembro 8, 2008 on 3:34 pm | In Pe. Robson | 6 ComentáriosA força emanada das Sagradas Escrituras nos conduz a um processo de radicalidade em nosso modo de ser e viver. Ela age transformando a nossa consciência para a prática solícita do bem. Falamos da radicalidade compreendida como seriedade de vida e não como alienação. Radicalidade contrária a todo fundamentalismo bíblico ou a uma visão míope das Escrituras Sagradas. A Palavra de Deus provoca o confronto! Diante de sua ousadia profética não nos é possível permanecer inertes ou alheios à sua convocação! Justamente por isso que ao nos confrontarmos com a Palavra acabamos por transformar as nossas atitudes e optamos por uma existência mais radical. É assim que, na fraternidade e no serviço, testemunhamos a radicalidade do batismo, consagrado na fé; a radicalidade da oração voluntária, na esperança e a radicalidade da pobreza evangélica, no amor.
Pela Palavra escolhemos uma radicalidade livre e, ao mesmo tempo, libertadora. Uma radicalidade que não se fundamenta nem no tradicionalismo nem no conservadorismo, mas, pelo contrário, em uma vida enraizada no Coração do Pai Eterno!
Junto à radicalidade também está a revisão das atitudes. As Escrituras Sagradas têm a capacidade de questionar as raízes dos nossos comportamentos e nos fazer pensar se eles estão contribuindo para a nossa salvação e, por conseguinte, para a conversão das pessoas com as quais convivemos e nos relacionamos. No coração daquele que é apaixonado pela Palavra de Deus está alguém que não tem medo de si, que não se assusta com seus sentimentos, crises, tensões e reorientações para a vida. Está sempre revisando a sua caminhada e perguntando: No meu lugar o que faria Jesus de Nazaré? É a pessoa integrada e feliz na escolha assumida. Sabe que é feita de luzes e trevas, de certezas e dúvidas, de certo e reverso, de direito e avesso: é um “ser de contrários”. Exatamente por isso que a revisão acontece cotidianamente, através da leitura orante da Palavra. A revisão habitual e progressiva nos faz revelar no dia-a-dia a face do Amor.
A Palavra de Deus também nos faz possuir um coração de “migrantes”. No coração do Pai somos como que “nômades” e não sedentários. O Pai Eterno também é migrante e o Êxodo é o testemunho deste Deus itinerante que caminha com o seu povo. O coração de migrante nos leva a sairmos de nós, de nosso casulo e irmos em direção a todas as pessoas que estão precisando de nós, sejam elas: abastadas ou angustiadas profissionalmente, pobres, ricas, negras, índias, brancas, africanas, européias ou oceânicas. A Palavra de Deus é universal e não pode ser concebida como patrimônio particular. Ela também não é proselitista, mas, sobretudo, oferecida como dom de Deus a nós!
A Palavra soa ainda como reconversão, revitalização e remigração para o Coração do Pai. Não nos é lícito permitir que a Palavra se torne um museu para visitarmos ou uma múmia para admirarmos. Ela não pode ser enfeite ou ficar nas cabeceiras de nossas camas como uma peça ornamental. O fundamental para um genuíno filho da Pai Eterno é continuar a missão de Jesus de Nazaré.
Assim, somos capazes de vivenciar confiando que a Palavra provinda de Deus é fiel por Ela mesma. Diante dos conflitos é a vivência madura da Palavra que fala mais alto. Diante do medo e da fraqueza é a força da Palavra que pode nos sustentar. Nos momentos de crise e de dificuldade é na Palavra que encontramos a coragem e o descanso. Somos chamados a viver como “bons samaritanos” que oferecem cuidados a quem mais precisa.
Para sermos revigorados pela Palavra precisamos adentrar o caminho proposto para aqueles que querem ser reestruturados em sua humanidade por Jesus. Só é lícito falar da Palavra aqueles que estão sendo iluminados pela Boa Nova do Evangelho. Por isso se faz necessária a vivência de uma espiritualidade bíblica: orando, convertendo-se e vivendo a Palavra, não obstante as provações pessoais. E aqui, meus amigos, bastam as palavras deste artigo, pois acabamos de entrar no campo do Mistério de Deus que nos convida à contemplar no silêncio esta comunhão. Sem espiritualidade não há missão, não há conversão e muito menos anúncio, quer na vida dos cristãos, quer na existência daqueles que possuem fome de pão e da Palavra de Deus!
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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