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	<title>Blog do Pai Eterno &#187; Sem categoria</title>
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	<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 21:18:27 +0000</pubDate>
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		<title>POR UMA CONSCIÊNCIA POLÍTICA!</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 21:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Paterno</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Toda pessoa, consciente de sua respectiva legitimidade social e do sentido da cidadania, é um ser político por natureza. Justamente por isso, é impossível dissociar a política da vida humana. Enganam-se aqueles que a reduzem ao simples ato de votar de dois em dois anos. Seria uma minimização considerá-la a partir das urnas, ao passo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Toda pessoa, consciente de sua respectiva legitimidade social e do sentido da cidadania, é um ser político por natureza. Justamente por isso, é impossível dissociar a política da vida humana. Enganam-se aqueles que a reduzem ao simples ato de votar de dois em dois anos. Seria uma minimização considerá-la a partir das urnas, ao passo que a mesma se vincula a todas as esferas da sociedade: família, instituições, religião, saúde, educação, emprego, moradia, recursos hídrico-sanitários e economia, entre outros. Portanto, falar de política é também discorrer sobre as cabais realidades que fecundam e concedem sentido à vida humana, organizada em agrupamentos sociais. Hoje, não é possível mencionar o termo “política” distante das implicações pessoais que sua articulação nos condiciona. É errônea qualquer expressão na qual a pessoa se isenta da vida política, como se esta não lhe tivesse nenhuma consequência particular. Aqui, vale o dito do historiador britânico Arnold Toynbee: “O maior castigo para estes que não se interessam por política é que serão governados por quem se interessa”. Acredito que o problema surge ao confundirmos “política” com “politicagem”: palavras derivadas na etimologia, mas completamente diferentes na vivência.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a legislação brasileira todas as pessoas entre 18 e 70 anos são obrigadas a votar. Aos abaixo de 18 (até os 16 anos), aos acima de 70 e aos analfabetos o voto é opcional. No entanto, a idade cronológica não pode ser o critério suficiente. Para exercer, com discernimento e, por conseguinte, responsabilidade o ato de votar, faz-se necessária a constituição de uma consciência política sadia, madura e crítica. Esta deve ser apreendida desde a mais tenra idade. Caso contrário, são os fatos do cotidiano que nos conduzem à construção da consciência política crível e justa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Por consciência política compreende-se a pessoa capaz de desempenhar sua cidadania de modo livre, sem condicionamentos previdentes ou mercantis. Trata-se do indivíduo que não coloca os interesses pessoais acima dos interesses da população. Contudo, são muitas as realidades nefastas que deturpam o genuíno sentido da consciência política, acabando por feri-la ou deformá-la na prática, a saber:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">1. Fazer do voto um objeto financeiro, desqualificando-o de responsabilidade individual pelo bem ou mal estar da população;<br />
2. Praticar o voto sem analisar a vida do candidato e sua trajetória profissional, humana e religiosa;<br />
3. Subornar o voto de pessoas destituídas de formação profissional qualificada em troca de dinheiro, emprego, cesta básica ou quaisquer tipos de benefícios pessoais;<br />
4. Corromper o sentido do voto por troca de favores para si ou para familiares (nepotismo) e amigos;<br />
5. Fazer da política um carreirismo salarial ou arrimo para a prosperidade pessoal, através do desvio de verbas públicas;<br />
6. Utilizar da boa fé do eleitor fazendo promessas puramente “eleitoreiras” que durarão somente o tempo da campanha, uma vez que o Estado pode não possuir verbas suficientes para tal;<br />
7. Empregar de mecanismos desfalcados ou da formação de psicólogos e publicitários, no intuito de angariar eleitores, de forma inconsciente ou de modo falseado e alienado;<br />
8. Buscar a política pela própria política, desmerecendo a participação da população nas grandes decisões além do período de votação;<br />
9. Agredir, por meio de poluição sonora e visual, a cidade e a vida dos eleitores, sem adesão ou permissão;<br />
10. Deixar-se influenciar pela estética do candidato e não por suas propostas políticas e seu planejamento.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos bem que “todo o poder emana do povo, muito embora pouco dele em seu nome seja exercido” (Gercinaldo Moura). Assim sendo, saibamos valorizar o nosso voto como um ato lícito. Reconheçamo-lo como a oportunidade de mudarmos a vida política e a estrutura social que nos norteia. Não permitamos vendas, trocas e muito menos a corrupção do ato de votar. Sejamos honestos para elegermos pessoas corretas e íntegras. Se quisermos candidatos éticos no pleito precisamos efetivar a nossa cidadania com ética. Votar por coação é o mesmo que anular o próprio voto.  Vale ainda ressaltar que existem duas ferramentas para aqueles que almejam exercer a consciência política: o voto e o impeachment. Pena que este último, na evolução histórica da política brasileira, só foi aplicado ao Chefe de Estado da Nação e do Governo. Se o voto representa a esperança de dias melhores para a população e a renovação das instituições sociais, o impeachment significa que o poder concedido, também pode ser negado por dignos parlamentares e, ademais, pela população: início, meio e fim de toda e qualquer gestão política!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.<br />
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.<br />
<a href="http://www.paieterno.com.br">www.paieterno.com.br</a></p>
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		<title>MARIA: A MULHER QUE ANTECIPA A NOSSA RESSURREIÇÃO!</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 21:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Paterno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O seio maternal de Maria é o lugar de encontro do Divino com humano. Neste movimento, sem simbiose, mas de profunda doação e reciprocidade acontece a ‘Plenitude dos Tempos’. Maria é a testemunha histórica de que vale a pena entregar-se, total e absolutamente, ao Pai Eterno. Todo o seu ser tem raízes fincadas no céu. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O seio maternal de Maria é o lugar de encontro do Divino com humano. Neste movimento, sem simbiose, mas de profunda doação e reciprocidade acontece a ‘Plenitude dos Tempos’. Maria é a testemunha histórica de que vale a pena entregar-se, total e absolutamente, ao Pai Eterno. Todo o seu ser tem raízes fincadas no céu. Suas atitudes foram as expressões mais coerentes em amar e em viver a fidelidade ao Evangelho. O ‘sim’ de Maria nos trouxe Deus. Sua vida silenciosa, em Nazaré, santifica o nosso itinerário cristão no mundo. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Pela Revelação Trinitária e pela Tradição Apostólica, sabemos que o nascimento de Jesus, a partir de uma mulher, “constitui o ponto culminante e definitivo da auto-revelação de Deus à humanidade” (João Paulo II). Em Maria, a mulher resgatou a sua vocação e dignidade dentro da Redenção realizada pelo Pai, no Filho, por meio do Espírito Santo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Na imagem do Divino Pai Eterno, reverenciada por milhares de devotos no Brasil e no mundo, Maria está logo abaixo, de forma central, sendo coroada pela Santíssima Trindade. Suas mãos estão postas para manifestar o caráter da mulher orante: experimentada na fé e acostumada a encontrar-se com o sagrado de Deus face a face.  Sua roupa branca expressa a pureza imaculada de viver ‘no’ Pai e ‘para’ o Pai. O manto azul nos abre ao Mistério Divino que está além do celestial.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A existência de Maria foi adornada pela presença de Deus, que a fez dom para a humanidade. É por isso que a podemos chamar de agraciada. “Por sua fé e pela sua disponibilidade a Deus, Maria foi se tornando progressivamente cheia da graça do Senhor, a ponto de abandonar-se conscientemente e com toda a liberdade de seu ser, ao plano salvífico que o Pai tinha em mente realizar” (Lina Boff). A graça, pela qual Maria se abre, tem um rosto e um nome. Chama-se Jesus de Nazaré!</p>
<p style="text-align: justify;">Em Maria há um sentimento humano e Divino de mulher, mãe, esposa e discípula! Nela podemos encontrar aquele silêncio interior, fruto das almas maduras e adultas na fé. Arraigada na memória histórica do povo de Israel, “[...] Maria produz fruto e traz o Fruto de seu ventre para doá-lo ao mundo. Esse fruto é a vida de intimidade com Jesus que veio morar na nossa condição de criaturas assumindo-nos em tudo, menos no pecado” (Linha Boff). Portanto, já não nos é estranho afirmar que o Verbo Divino veio ao mundo pela vontade de Deus e pela adesão de Maria. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Foi diante dessa tradição mariológica, desde as primeiras comunidades cristãs, que o Papa Pio XII, por meio da Bula Munificentissimus Deus, proclamou, solenemente, o dogma da Assunção de Maria, em 1950. O dogma não é uma verdade em si nem uma doutrina rígida, mas, sobretudo, um mergulho no mistério de Deus. Trata-se de uma verdade de fé que antecede a nossa própria condição na eternidade, uma vez que a assunção de Maria já evidencia a assunção de todos ao coração do Pai. Dele viemos, Nele somos, nos movemos e existimos, e para Ele haveremos de voltar (Cf. At 17,28).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Justamente por isso, é crível que o Dogma da Assunção está a sinalizar o nosso futuro. Maria não subiu aos céus, pois isso seria ascensão, algo que só compete a Cristo. Por conseguinte, após a morte, foi “elevada” à glória celeste. Isso significa uma mudança em seu ser e em seu corpo, assumindo, assim, uma nova condição, junto ao corpo glorioso de seu Filho Jesus. “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que escutam a Palavra de Deus e a cumprem (Cf. Lc 11,28). Estimula-nos a elevar nosso olhar às alturas, onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde serva de Nazaré, já na glória celestial” (João Paulo II).</p>
<p style="text-align: justify;">
A assunção de Maria é, em síntese, a antecipação e a participação do gênero humano na Ressurreição de Cristo. Assim sendo, sua presença é a certeza do lugar que todo homem e toda mulher ocupam no coração de Deus.  Contemplá-la é o mesmo que descobrir a nossa origem divina, é encontrar o tesouro perdido, é conceder um rumo santo para histórias desumanizadas pelo pecado. Abramo-nos à Santíssima Trindade e façamos do ‘sim’ de Maria a adesão eterna àquilo que o Pai Eterno sonhou para nós!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.<br />
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.<br />
<a href="http://www.paieterno.com.br">www.paieterno.com.br</a></p>
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		<title>FAZER A VONTADE DO PAI ETERNO!</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 13:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Paterno</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O segredo da santidade cristã está na realização da vontade Divina. Ela se efetiva na medida em que temos claro o objetivo da salvação, destinada a todas as pessoas. A vontade de Deus reafirma o caráter da nossa fé e concede testemunho às nossas obras. Dessa forma, somos inclinados a agir como Deus age, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O segredo da santidade cristã está na realização da vontade Divina. Ela se efetiva na medida em que temos claro o objetivo da salvação, destinada a todas as pessoas. A vontade de Deus reafirma o caráter da nossa fé e concede testemunho às nossas obras. Dessa forma, somos inclinados a agir como Deus age, a amar como Ele ama, a perdoar da mesma maneira que Ele perdoa e a ser continuação redentora do Seu Evangelho no mundo. </p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 Na vontade está a intenção, consciente e reflexiva, de realizar os sonhos de Deus. Vontade coagida não é vontade, pelo contrário, é alienação. Justamente por isso que o Pai, em sua infinita amabilidade, não nos manipula nem nos controla. A vontade Divina não nos transforma em marionetes e muito menos em fantoches de um desejo alheio. Falar da vontade do Pai Eterno é o mesmo que tomar conhecimento da nossa essência de ser e existir. Trata-se de um convite à plenitude da liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 A vontade de Deus resgata a capacidade pessoal de agir em favor do bem. Muito aquém de intervencionismo, ela é suscitada no interior de cada coração. Assim, comparamos, discernimos, julgamos e escolhemos entre o certo e o errado. Pela vontade Divina o ser humano se assume e se realiza como filho de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 Por ser sinal de maturidade ninguém consegue “resistir à vontade de Deus” (Rm 9,19). Por conseguinte, devemos nos ofertar, dia após dia, para que a nossa vida seja penhor de uma oferta contínua à vontade do Pai: “aqui me tendes, meu Deus, fazei de mim o que quiserdes” (Santa Teresa de Jesus). Eis uma entrega sincera quando conseguimos exclamar com fé: “Sou vosso, salvai-me!” (At 22,10). A pergunta existencial que deve impregnar nossa alma deve ser: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 22,10). No final das contas, desembocaremos naquele caminho pelo qual nasce a descoberta de que “a vontade de Deus é a nossa santificação” (1Ts 4,3).</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 O pecado nos submete, escraviza e reprime; ao passo que a vontade Divina nos liberta na fé, nos emancipa no amor e nos cativa na esperança. Tal vontade está contida em um processo que exige da pessoa: o desejo, a finalidade, a escolha e por último, o desempenho. “Não devemos nos deixar levar pelo desânimo e arrastar fraquezas, sem fazer esforço algum para romper com o egoísmo e os pecados. Sem perder a coragem, o ânimo e a confiança em Deus, com humildade, paciência e firmeza, procura valer-te da oração e dos sacramentos, do Evangelho e da devoção a Nossa Senhora, prosseguindo a caminhada para o alto. Não percas tempo desejando coisas sublimes [...], o que interessa é a graça da oração, o amor de Deus e zelo pela salvação dos irmãos. E se não for do agrado de Deus levar-nos a tão sublime grau de perfeição e glória, tudo bem; o mais importante é o cumprimento de Sua vontade santa e santificadora” (Santo Afonso Maria de Ligório).</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 A vida é a escola pela qual somos educados no método da obediência libertadora! Nosso amor, por Deus, fica evidente quando fazemos o possível e o impossível para agradá-Lo! Não é isso que acontece com os enamorados? A paixão conduz por caminhos outrora desconhecidos e leva à realização de metas, antes impraticáveis. Com Deus não é diferente. A única coisa que muda é que a paixão assume as características da eternidade. Vale ressaltar que a vontade de Deus estabelece nossa aliança com o Sagrado e diviniza aquilo que foi desumanizado pelo mal cometido.</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 O que o Pai Eterno tem sonhado para mim e para você? Só seremos felizes quando desvendarmos esse questionamento! Como é bom sonhar os sonhos de Deus! Como é satisfatório contemplar, com olhos da fé, a salvação Divina acontecendo em nosso cotidiano. Na verdade, “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, foi isso que Deus preparou para aqueles que o amam” (I Cor 2,9).</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
 Fiéis à vontade do Pai Eterno, desejo a todos uma santa e abençoada Festa de Trindade! Neste itinerário, lembremos sempre do preceito que o próprio Jesus nos deixou no Evangelho: “Sed fiat voluntas tua”: mas faça-se a tua vontade! </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p> <br />
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.<br />
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.<br />
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		<title>FAZER A VONTADE DE DEUS!</title>
		<link>http://blog.paieterno.com.br/?p=167</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 13:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Paterno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A espiritualidade cristã, fundamentada no altruísmo, tem a missão de unir a vontade humana com a vontade Divina. Por essa via, acontece o retorno à nossa origem existencial, quando não havia separação de vontades, mas unidade de anseios no amor. Antes de existirmos, potencialmente, éramos um com Deus e Ele era tudo em nós. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A espiritualidade cristã, fundamentada no altruísmo, tem a missão de unir a vontade humana com a vontade Divina. Por essa via, acontece o retorno à nossa origem existencial, quando não havia separação de vontades, mas unidade de anseios no amor. Antes de existirmos, potencialmente, éramos um com Deus e Ele era tudo em nós. De fato, “a lei divina entra na nossa vontade, a nossa vontade identifica-se com a sua, tornando-se uma única vontade, e assim estamos realmente livres, podemos verdadeiramente fazer o que queremos, porque queremos com Cristo, queremos na verdade e com a verdade” (Bento XVI).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
Fomos nutridos no amor do Pai, sonhados individualmente e amados em elevada ternura. Portanto, todas as nossas atitudes deveriam ser consequência desse amor vital, quando consistíamos em ‘essência’ e não em ‘existência’. Infelizmente, o pecado fez com que perdêssemos o contato direto com a Sagrada voz da consciência. E assim, ficamos confusos na fé, pois era ela quem orientava para a execução da vontade de Deus em nós e por nós. O maior pecado, cometido pelo humano, será o fugir do amor e da vontade Divina que tudo faz pela nossa felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
A fé é a testemunha perene de que nossos desejos mais profundos e nossas aspirações mais ocultas tornam-se consonantes a Deus, na medida em que nos abrimos ao Seu amor e nos deixamos conduzir por Ele. Nesse itinerário espiritual moldamos nossos comportamentos de acordo com o Evangelho, amorizamos nossa vivência, canalizamos nossas energias, enraizamos nossa vida na fraternidade e por fim, nos apresentamos como pessoas cativas às Sagradas Escrituras e aos Sacramentos. </p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
Só seremos capazes de compreender a vontade Divina quando nos unirmos a Ela e passarmos a enxergar a vida sob a ótica de Deus. Não se trata de uma vontade tirana nem manipuladora. Pelo contrário, os desígnios do Pai são convites para a plenitude da liberdade humana. Ele quer filhos, não marionetes. Eis um tipo de vontade que se difere das outras ao não exigir uma submissão alienada, mas, sobretudo, uma adesão recíproca. A confiança mútua é o cordão umbilical que  nos liga ao coração do Pai!  </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
E aqui são de suma importância alguns questionamentos: temos a Deus, mas será que Deus nos tem? Onde está enraizado nosso pensamento, com seus afetos e emoções? Em que lugar está fundamentada a nossa vida? Na rocha da fé ou na areia da desesperança? Quem é a figura que vem ocupando o lugar primordial de Deus em nós? Estamos nos moldando à imagem e semelhança do Pai ou estamos querendo fazê-Lo à nossa imagem e semelhança? Será que a criatura almeja ocupar o lugar do Criador? Onde nos encontramos? Em Babel ou em Pentecostes? Há quanto tempo temos prolongado a vontade Divina, enfocando-a como irrealizável e impossível? Por que continuamos a antepor o advento do amor realizado pela vivência do agradar a Deus? Sem generalizações, as perguntas supracitadas acima necessitam de uma séria análise para evoluir em conversão.</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
A vontade de Deus solicita sabedoria e discernimento para ser aplicada com afinco. Não são nos grandes feitos que ela concretiza-se, todavia, no cotidiano. É pela vontade Divina que conhecemos o rosto do Pai Eterno que se doa a si mesmo, no amor. Por meio dela descobrimos que a “nossa vida não existe por acaso, não é ocasional. A minha vida é querida por Deus desde a eternidade. Eu sou amado, sou necessário. Deus tem um projeto comigo na totalidade da história; tem um projeto precisamente para mim. O amor eterno criou-me em profundidade e espera por mim” (Bento XVI).</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
Vale ainda ressaltar que a vontade Divina encontra-se junto à prática solícita do bem. O termômetro para sabermos se a estamos realizando é a ocorrência de atitudes benéficas em vista do Reino de Deus e dos irmãos! É assim que o dom do amor maior se consolida e a vida assume a dimensão de plenitude. Dessa forma, somos humanizados e nos tornamos pessoas mais redentoras! A vontade Divina é a forma pela qual permitimos que Deus continue existindo em nós! Falar da vontade do Pai é o mesmo que raciocinar sobre a nossa razão de ser e existir!</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
Que unidos a Jesus de Nazaré possamos exclamar: Pai, “não seja feita a minha vontade, mas a Tua” (Lc 22,42). Que a celebração, desses dez dias de romaria, nos conscientize sobre a real importância de integrar os sonhos de Deus aos nossos sonhos. Que não sejamos conhecidos só pelos nossos nomes, mas, principalmente, pelas nossa adesão contínua ao Evangelho! Que nossas obras deem testemunho de que somos filhos legítimos da vontade do Pai Eterno! Sejam muito bem-vindos à Festa de Trindade 2010!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.<br />
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.<br />
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