FILHOS NO PAI, IRMÃOS EM JESUS E SANTOS NO ESPÍRITO!

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A santidade é consequência direta da fé em Deus. Aquele que se deixa tocar pela ação amorosa do Pai Eterno assume sua filiação divina, torna-se irmão em Jesus de Nazaré e, por ter as atitudes conduzidas pelo Espírito Santo, adquire a vida de santidade.

Contudo, ainda há aqueles que não compreenderam o genuíno sentido da santidade. Antes de estar vinculada no testemunho dos altares, a santidade se realizou no silêncio do cotidiano. Os santos foram pessoas que tiveram a existência pautada pelo Evangelho. Os milagres, as curas, as bilocações, os êxtases e as visões nunca foram prioridade na vida dos santos.  Seus testemunhos sempre foram marcados pela humildade. A Igreja só os coloca nos altares, em forma de imagem, porque eles apontam  Aquele que é o único caminho para o Pai: Jesus de Nazaré!

“Não a nós, Jávé, não a nós! Honra sim, o teu próprio nome, por teu amor e fidelidade. Porque diriam as nações: ‘Onde está o Deus deles?’ O nosso Deus está no céu, e faz tudo o que deseja. Os ídolos deles são prata e ouro, obras de mãos humanas: têm boca e não falam, têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem, têm nariz e não cheiram; têm mãos e não tocam, têm pés e não andam, sua garganta não tem voz. Aqueles que os fazem ficam como eles, todos aqueles que neles confiam!” (Sl 115,1-8).

Este texto surgiu dentro de uma cultura monoteísta, de tradição judaica, que confessava a fé em um único Deus e não no politeísmo, constituído por várias divindades, conhecidas na Bíblia pelo nome de Baal (Baalath, Baalin ou Balaoth). Por isso que, no Antigo Testamento haverá a proibição contínua em relação à confecção de imagens (Ex 24,4ss; Jz 6,25; I Rs 11,5-8; 16,31-33; Jr 19,4s; Ez 8,5ss; Os 11,2). Era uma forma de assegurar o culto à Javé e extirpar toda espécie de adoração a deuses estrangeiros que não faziam parte da fé de Israel.

Mesmo assim, a Bíblia ainda apresenta inúmeras passagens em que imagens foram utilizadas nas celebrações e nos Templos Hebraicos (Ex 32,1ss; Nm 21,8ss; Jz 8,26s; I Rs 12,28). Assim sendo, há uma contradição em que se afirma que na prática havia muitos cultos em Israel configurados como idolatria, enquanto outros eram expressões da mais genuína fé em Javé.

Vejamos bem que a Bíblia condena a idolatria, conferida a qualquer realidade, quando a depositamos no lugar de Deus. É uma visão mais ampla e não restritiva como afirma os protestantes pentecostais. Assim sendo, o dinheiro, os bens materiais, o poder e não só as imagens de pessoas e animais são configuradas como idolatria. De fato, as imagens têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm boca, mas não falam. E quem foi que disse que as imagens veem, ouvem, falam ou caminham? Seria até mesmo ilógico ou demência psicológica cogitar tamanha indiscrepância. Na verdade, as imagens são expressões reais de pessoas que viveram a fé cristã até as últimas consequências. São exemplos que não adoramos e só veneramos, ou seja, reconhecemos a sua importância enquanto continuadores da missão de Cristo.

Não cultuamos as imagens, mas, sobretudo, àquilo que elas nos remetem: Deus! Nada mais que isso! Quando rezamos diante de Santa Terezinha, de Santo Antônio e de São Francisco não estamos venerando ao referido santo, todavia, ao Deus que aquele santo serviu e até mesmo ofereceu a vida.

Quando nos remetemos aos Santos estamos totalmente fundamentados no conceito de santidade pregado e defendido pela Bíblia. Nela, os santos (qadosh no hebraico e hagios no grego) significam o resultado final da ação de Deus que separa, escolhe e elege determinadas pessoas em contraposição ao mundo profano. O escolhido deve viver a santificação na vida como decorrência da escolha divina. E foi isso que aconteceu com os nossos santos e santas.
De acordo com a Bíblia, santo é o próprio Deus e tudo o que a Ele pertence (I Ts 4,3). Deste modo, são santos: o povo de Israel no Antigo Testamento, os cristãos do Novo Testamento, os colocados nos altares, os não reconhecidos pela Igreja e todos nós que configuramos a nossa vida no Cristo – Santo dos Santos!

Ser santo, não é algo distante de nós. E as imagens dos santos católicos querem nos dizer isto: “Tocamos a mão de Deus e Nele depositamos a nossa vida! Faça você o mesmo!”. Por fim, as imagens veneradas não são um culto em si mesmas, contudo, um meio que nos eleva até o consumador de toda a santidade: o Divino Pai Eterno!

   
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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