Somos a família do Pai Eterno

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“Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus. E nós o Somos!” (1Jo 3,1). Pelo Batismo recebemos a graça de nos tornarmos filhos de Deus. Em Jesus Cristo, o Filho Unigênito, pela graça do Espírito Santo, o Pai Eterno assume a todos nós como filhos e nos dá a alegria de participarmos da sua vida divina. Que maravilha! Nosso destino é a eternidade. Que bênção! Somos todos irmãos, chamados à comunhão. Formamos, assim, a família do Pai Eterno. O mundo saberá que somos filhos através do nosso testemunho de irmãos que se amam mutuamente: “Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo13,35).

Jesus, o Filho, nos ensina a viver e agir como filhos: “Amai vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem, perdoai sempre, sejam bons para com todos, porque agindo desse modo sereis filhos do vosso Pai que está nos céus” (cf. Mt 5,43-48). O outro, portanto, não pode ser visto como ameaça ou alguém para competir. O outro que vive ao nosso lado ou passa pelos nossos caminhos é nosso irmão. Toda e qualquer pessoa é a oportunidade que Deus nos concede para sermos exercitados na capacidade de fazer o bem e de amar.

O amor de Cristo nos congrega e faz de nós uma só família na Igreja. Professamos a mesma fé e recebemos o mesmo batismo para vivermos em comunidade. A comunidade é o lugar especial para viver, cultivar, renovar e celebrar o dom e a alegria de sermos a família do Pai Eterno. Na escuta da Palavra, no exercício da oração, na celebração dos sacramentos e pela prática da caridade é que podemos viver e crescer como família de Deus na terra para sermos, um dia, família de Deus no céu. A Mãe da Esperança nos livre de todo desespero e nos ajude a sermos profetas da esperança de um mundo melhor.

Pe. Fábio B. da Costa, C.Ss.R.
Provincial dos Redentoristas de Goiás

No amor do Pai celebremos o Evangelho da Família!

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O mandato missionário de anunciar o Evangelho foi confiado à Igreja, por Jesus, desde os tempos apostólicos (Cf. Mc 16,15). A transmissão da fé pulsa pela evangelização, mas antes de chegar aos mais variados âmbitos da sociedade, o Evangelho passa antes pelo coração das famílias.

Neste sentido, em contínuo diálogo com os desafios do tempo presente, a Igreja não descansará até que as famílias se encontrem com a mensagem da Redenção, tornando-se, cada vez mais, luzeiros no mundo e, ao mesmo tempo, assumindo-se como comunidades assíduas na oração, escolas primazes da fraternidade e lugares legítimos para o exercício do perdão.

Originada de Deus, sagrada e inviolável por natureza, a família se constituiu como a célula essencial da sociedade. Ela não é apenas um aglomerado de indivíduos, muito menos uma justaposição de pares consanguíneos. Do contrário, na família encontra-se uma comunidade de pessoas: vinculadas no amor, alicerçadas na fé e alimentadas pelo dom da esperança.

Por mais que haja vulnerabilidades, é ali que se aprende o ensinamento da caridade, mediante o sacrifício constante de uns pelos outros e a defesa da vida em todas as suas circunstâncias. É por esta via que a graça da Misericórdia Divina, prometida a Abraão e proclamada no Magnificat, passa a se estender de geração em geração, mesmo em meio a tantas lutas (Cf. Lc 1,46-56).

Diante do Pai, a família é tão importante que, ao enviar seu Filho ao mundo, o encarnou no ventre maternal de uma virgem e o educou pelo testemunho adotivo de um pai.  A Sagrada Família de Nazaré é o protótipo de tudo aquilo que nossas famílias podem ser em Deus. Mesmo passando por inúmeros contratempos, experimentando na própria pele a dor da pobreza e o medo da perseguição, Maria e José jamais se esqueceram de viver Nele, para Ele e com Ele.

Vocacionada à vivência e à transmissão da fé, a família assume a sacralidade de sua missão. Dia após dia ela retoma a ordem das coisas, outrora, invertida pelo pecado. Onde imperava o ódio, agora prevalece o amor; do lugar que vigorava o desrespeito, agora predomina o apreço e a atenção; no ambiente da inútil disputa, agora se vale a lei da alteridade e da austeridade, ambas valorizando as diferenças que coexistem na pluralidade.

A família também se institui na ótica do cuidado. Uma das formas de medi-la é pelo modo como suas crianças, seus idosos, os mais frágeis e os doentes são tratados. Os primeiros já experimentam as dimensões de polaridade da existência, ao passo que os segundos vivenciam a sintomática perturbação na saúde. Não são poucos aqueles que dedicam suas vidas, assumindo para si, a incumbência do zelo e da estima especial. Agindo, assim, acabam por impedir que os infantes, os adoentados e os envelhecidos sejam esquecidos. A mútua consideração é um termômetro eficaz para aferir a afetividade entre os próprios familiares e, em conjunto, constatar seu bem-estar ou sua enfermidade.

Presidindo a Igreja, na caridade, o Papa Francisco tem colocado dois itinerários bastante específicos para a fé eclesial: o primeiro a se realizar em outubro próximo, por meio da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos de 2014, cuja missão está em receber e reunir os testemunhos, bem como as recomendações para a vivência autêntica da fé entre as famílias. Já o segundo caminho se efetivará na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, na qual serão traçadas as linhas de ação pastoral voltadas para cada pessoa humana, inserida no contexto familiar.

Em comunhão com toda a Igreja, celebraremos o dom de ser família, na Tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno. “Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Efésios 2,19). Em família somos acolhidos e amparados. Trata-se de uma forma concreta na experiência da segurança provedora. Por isso, além de refletir sobre as potencialidades que lhe são pertinentes, também insistiremos no exercício do perdão, deixando de acumular mágoas e cultivar ressentimentos. Afinal de contas, sem a compreensão sincera de cada membro não há família que se sustente, se respeite e se valorize em Deus.

Não nos esqueçamos de que o Pai Eterno é amor (Cf. I Jo 4,8). A ordem da criação, desde o seu primeiro sopro de vida, respira a amorosidade de Deus. Fomos sonhados, moldados e doados à existência para constituirmos comunidades familiares e vinculá-las à Família Maior, que é a Santíssima Trindade.

Hoje, o Pai, o Filho e o Espírito Santos nos chamam a dar testemunho deste Amor: primeiro pelo ‘exemplo’ e só depois pelas ‘palavras’. O mundo anseia por ver, em nossas famílias, as marcas impressas do Evangelho e o registro inscrito da salvação. Mantendo os olhos fixos na fé não nos arrependeremos de ser o testemunho crível e visível do Evangelho da Família. Eis a nossa missão, eis a nossa vocação!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica de Trindade

 

A Família: Célula vital da sociedade!

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Sirvo-me de uma expressão do Decreto sobre o Apostolado dos Leigos – Apostolicam Actuositatem – para tematizar o respectivo artigo. Sabemos que a família é uma instituição humana, social e religiosa. Não se trata de uma imposição da sociedade, como Berger e outros teóricos a definem, mas, sobretudo, de uma condição existencial. Não podemos confundir a família com um mecanismo para o controle dos indivíduos ou uma programação da conduta.

Humanamente, a família é fruto do desenvolvimento da consciência evolutiva dos povos: uma passagem tribal do clã à consanguinidade e à afinidade. Na perspectiva social, a família é uma estrutura criada para a proteção da sociedade. Ela é a escola onde se aprende as virtudes sociais. Por meio de regras claras e disposições ratificadas pelas pessoas, a sociedade é organizada. O objetivo maior é manter a regularidade e, ao mesmo tempo, a satisfação de todos os que se organizam em família.

Religiosamente, a família está radicada no coração do Criador. Ela tem raízes na comunhão de fé e vida da Santíssima Trindade. Porque Deus é família, comunhão de pessoas, nós também o somos ou deveríamos ser. Trata-se de um mistério cujo Pai é Deus e cuja regra é a caridade incondicional. À família cabe a missão de guardar, revelar e comunicar ao mundo a face do amor de Deus.

Infelizmente são muitas as forças que almejam deformar a família ou do contrário, destrui-la. O maior inimigo tem sido a perda dos valores fundamentais que constituem a vida familiar. Disposições como diálogo, perdão, solicitude, reciprocidade e altruísmo são concebidos na ótica do retrógrado. Para muitos, a própria família já é enfocada como um aparelho social arcaico. Vemos surgir movimentos aqui e acolá que almejam compor um novo modelo de família, na qual a dimensão da sacralidade e do divino é destituída de sua importância primordial. Assim, Deus é esquecido. No entanto, estes acabam se esquecendo de que o sepultamento de Deus é também o sepultamento da própria família.

A família tem uma vocação “não só natural e terrena, mas sobrenatural e eterna” (Paulo VI). Um dos grandes desafios da família é a educação da prole. Não são raras as ocasiões em que somos abordados por pais praticamente desesperados pelo caminho vivido pelos filhos nas drogas, no tráfico armado, na prostituição, na vida fútil e no prazer pelo prazer: “a educação para o amor como dom de si constitui também a premissa indispensável para os pais chamados a oferecer aos filhos uma clara e delicada educação sexual. Diante de uma cultura que banaliza em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e a vive de maneira limitada e empobrecida coligando-a unicamente ao corpo e ao prazer egoístico, o serviço educativo dos pais deve dirigir-se com firmeza para uma cultura sexual que seja verdadeira e plenamente pessoal” (João Paulo II).

É na comunidade familiar que construímos a nossa identidade. Nela somos educados para o amor gratuito. Na família tecemos relações incondicionais em que a vida ganha um norte e a esperança passa a ter sentido. Diante de uma sociedade alienada pelo prazer e demente pelo dinheiro, a família ainda é um grito profético contra o alcoolismo e todos os demais pecados que ferem a dimensão sacral da pessoa humana. Contra a falsificação da verdade, é tarefa de cada um de nós lutar pela existência da família, a saber:

“1. Pelo direito de existir e progredir, isto é, o direito de cada pessoa, mesmo o pobre, a fundar uma família e a ter os meios adequados para sustentá-la; 2. Pelo direito de exercer as suas responsabilidades no âmbito de transmitir a vida e de educar os filhos; 3. Pelo direito de crer e de professar a própria fé, e de difundi-la; 4. Pelo direito de obter a segurança física, social, política, econômica, especialmente tratando-se de pobres e de enfermos; 5. Pelo direito de ter uma habitação digna a conduzir conve – nientemente a vida familiar; 6. Pelo direito de criar associações com outras famílias e instituições, para um desempenho de modo adequado e solícito do próprio dever; 7. Pelo direito de proteger os menores de medicamentos prejudiciais, da pornografia, do alcoolismo, etc. mediante instituições e legislações adequadas; 8. Pelo direito à distração honesta que favoreça também os valores da família; 9. Pelo direito das pessoas de idade a viver e morrer dignamente; 10. Pelo direito de emigrar como família para encontrar vida melhor” (Exortação Apostólica Familiaris Consortio, nº 46).

Rezemos por nossas famílias para que sejam moradas do Pai Eterno no seio da humanidade!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor da Basílica de Trindade

A Romaria do Divino Pai Eterno

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O Santuário do Divino Pai Eterno, em sintonia com as preocupações da Igreja e atento às apreensões do Papa Francisco, tem como tema para a Festa do Divino Pai Eterno em 2014: “Somos a Família do Pai Eterno”, sabendo que a reestruturação da família é um forte apelo ao mundo de hoje. Não podemos deixar de lembrar que a família tem uma função única e insubstituível na vida e na realização do ser humano. E, mesmo que o homem, na sua busca por realização, percorra diversos caminhos, é a família o primeiro e mais importante destes trilhos.

Ao chegar a este mundo o primeiro acolhimento que uma pessoa recebe é da família. Nela a pessoa vai aprender valores, vai se descobrir um ser chamado à comunhão e ao amor, vai construindo suas potencialidades pessoais e sociais, descobre a sua dignidade; dela parte ao encontro de seu desenvolvimento na sociedade e, também, nela encontra o apoio e a força nas dificuldades. Além de ser a família, o lugar do primeiro aprendizado na fé que cada pessoa traz. Tudo isso nos faz ver o quão importante é a família no desenvolvimento do ser humano.

A instituição familiar sofreu, nas últimas décadas, profundas mudanças, provocadas pelas mudanças sociais. Tudo isso traz grandes consequências para o trabalho pastoral evangelizador da Igreja. É preciso dizer que a família é uma instituição que nasce da vontade divina. Ela é para a Igreja e para o mundo o rosto vivo do Deus que ama; portanto, nela deve acontecer uma íntima comunhão de vida e de amor entre os seus membros, mantendo-se aberta às novas gerações.

Os anos 60 do século passado provocaram transformações profundas para a sociedade e para a instituição familiar: a nova compreensão de liberdade abriu portas para que os valores morais sobre a família fossem deixados de lado, provocando novas formas afetivas.

E, mesmo nesse tempo de crise de civilização, a família continua a ser a base real do equilíbrio social e seu maior foco de esperança e estabilidade. E nenhuma crise foi capaz de ofuscar a beleza de tantas famílias, que se empenham em viver o amor e que encontram para isso, força, razão e discernimento na fé.

Ao trazer ao homem a consciência da sua individualidade, promoveu grande benefício, favorecendo-o na afirmação da sua dignidade como ser único, original, diferente, insubstituível, irrepetível e autônomo, fortalecendo conceitos como liberdade, pluralismo e responsabilidade. Contudo, caminhou para o individualismo, que supõe uma vida em que o próprio sujeito estabelece a sua verdade a partir do que lhe é útil, e dos seus próprios gostos, o que o torna egocêntrico e egoísta. Não admite uma verdade objetiva, que não parta dele mesmo.

O homem que vive a partir desta consciência, é marcadamente regido pelo provisório, efêmero, pelo imediato e momentâneo. Tem sua vida orientada pelo prazer, pela satisfação imediata, subalternizando as opções de caráter definitivo, eterno e tudo que é duradouro, ao seu bel prazer.

Essa cultura anula a comunhão, incapacita o homem de dar-se ao outro numa relação afetiva, profunda e definitiva. Torna-o indiferente a Deus e aos seus projetos; fortalece o hedonismo, o consumo e o bem-estar material, o utilitarismo.

Somos, muitas vezes, um conjunto de indivíduos sobre o mesmo teto, mais parecido com hotel ou pensão, com direitos regulados pela lei e não uma comunidade de amor e vida. Mas, na perspectiva da fé, a família não é assim, é na verdade uma comunidade que faz da vida uma doação, a partir da partilha, da solidariedade e do serviço feito com amor.

Também estamos atentos, como toda Igreja, aos casos especiais. Esses merecem atenção, respeito. São filhos e filhas que merecem a caridade, o zelo e compreensão. A Igreja procura estar sempre atenta a esta complexa e multifacetada realidade familiar, vê seus dramas e dificuldades. Somos a família do Pai Eterno, apta e frágil, santa e pecadora, mas, sobretudo amada.

Pe. Idemar Costa, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

 

Perpétuo Socorro

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Para os redentoristas e as comunidades onde realizamos a missão, junho é o mês de celebrar a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Somos convidados a aprender de Maria a atitude de ouvir, guardar no coração e colocar em prática a Palavra de Deus. Quem ama o Filho de Maria, guarda e observa a sua palavra, os seus ensinamentos. Quem ama Nossa Senhora, acolhe o seu bom conselho de Mãe: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Maria traz Jesus, nosso Perpétuo Socorro, nos braços, e o entrega para nós. Com o seu olhar materno, ela nos acompanha a todo instante com misericórdia, ternura e paz. Com as suas mãos generosas, Maria nos conduz com segurança no Caminho, na Verdade e na Vida que é Jesus.

A Mãe do Perpétuo Socorro nos ensina a acolher a fé como dom, iniciativa do amor de Deus por nós. Ela nos inspira a corresponder ao dom de Deus através do amor e serviço que oferecemos gratuitamente aos irmãos. A fé nos torna felizes quando, do jeito de Maria, acolhemos a Palavra e nos colocamos a caminho para amar e servir, pois a fé age pela caridade e a fé sem obras é morta. Maria, sempre atenciosa para com todos, demonstra que a todo momento urge amar e servir. A Mãe de Jesus nos provoca a sairmos de nós mesmos para irmos, às pressas, ao encontro daqueles que precisam do Perpétuo Socorro. Se amamos Nossa Senhora vamos levar às pessoas a alegre esperança e a paz que só Jesus pode dar.

O Magnificat é expressão da espiritualidade de Maria, reflexo do seu coração enraizado nas profundezas do coração de Deus. Rezando com Maria, o “minha alma engrandece”, temos a oportunidade de cultivar nossa gratidão a Deus que nos escolhe porque nos ama. Com Maria cultivamos a humildade e a alegria de sermos livres da mania de grandeza. Rezando com Maria aprendemos a confiar nas promessas de Deus e a esperar nas suas demoras porque ele é sempre fiel e misericordioso.

A Mãe do Perpétuo Socorro nos ajuda a crer e esperar na ação de Deus que porá fim a toda ordem injusta. Mulher forte, Maria experimentou o sofrimento na pobreza de Belém, no exílio para o Egito, na rotina da vida em Nazaré, na subida para o calvário, aos pés da Cruz do seu Filho e quando o recebeu morto em seus braços para ser sepultado. Diante de todas essas situações, Maria não desanimou e nem desistiu da vida. Manteve a esperança que não decepciona. A Mãe da Esperança nos livre de todo desespero e nos ajude a sermos profetas da esperança de um mundo melhor. 

Pe. Fábio B. da Costa, C.Ss.R.
Provincial dos Redentoristas de Goiás

Ser mãe é uma questão de vocação!

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A maternidade é o maior dom que o Pai Eterno conferiu à figura da mulher. Aquela que assume essa responsabilidade é digna de mérito Divino e de reverência humana: “Gerei um ser humano com o auxílio do Senhor” (Gn 4,1). A maternidade é um carisma que deve ser acolhido com o coração agradecido e não com desgosto! Muito mais que um corpo ou além de pendências financeiras está uma graça proveniente da Santíssima Trindade: fonte de onde emana o existir humano!

A mulher traz, no interior do seu coração, a pulsão da vida. Em suas veias corre o sangue da batalha em lutar por direitos sociais igualitários, em desmentir a imagem de fragilidade, em conquistar novos campos profissionais, em despontar no mercado de trabalho, em conseguir conciliar casa e serviço e em ser capaz de dar a vida por seus amados filhos!

A vocação existencial da mulher é ser mãe, acima de tudo! E é este dom que confere o valor incondicional da vida humana! Mais que uma data histórica do calendário civil, o Dia das Mães é a sublime celebração da transmissão da vida! Somente pela fé seremos capazes de compreender tamanho mistério. A condição existencial do “ser mãe” está imersa no Mistério Divino. “A maternidade é [...] um dom de Deus à mulher: pela maternidade, esta participa de modo singular e especial do poder gerador de Deus. Torna-se sacramento da paternidade de Deus, manifestando ao mundo que Pai é doador de toda vida. O dom da vida humana sempre passa pelo sagrado ventre de uma mãe!” (Pe. Placimário Ferreira).

O Dia das Mães teve um pré-início no século XVII, quando as indústrias inglesas permitiram às operárias a liberação para ficarem com seus filhos. Tal fato acontecia sempre no quarto domingo da Quaresma. Contudo, a exclusividade da data surgiu, nos Estados Unidos, após as primeiras investidas de Júlia Ward Howe, em 1872. Júlia foi a compositora do hino do país. Posteriormente, o Dia das Mães teve início quando Ana Javis organizou uma campanha, com um grupo de amigas, para comemorar a data, após o falecimento da própria mãe. Seria uma forma de superar a depressão. Em 1914, Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos, oficializou a data para todos os estados do país. Em questão de pouco tempo a celebração se estendeu para mais de quarenta nações e hoje se tornou uma comemoração universal.

Historicamente, a data visa à celebração do amor e do afeto. Muito mais que presentes caros, é chegado o momento de perdoar antigas mágoas e reatar o laço fundamental de nossas vidas. Mais admirável que festas fartas; está o diálogo, a compreensão, a paciência com aquela que nos deu a existência. Junto às flores, os sorrisos, os jantares ou a simples lembrança deve estar unida a frase que resume a história de nossa existência: EU TE AMO, MÃE!

Nesta festividade, estaremos diante da pessoa que acompanhou todos os nossos passos e foi o sinal concreto da ternura de Deus por cada um de nós! Ela nos colocou no mundo, nos ensinou a andar e falar, deu as primeiras broncas, foi a nossa primeira visão de mundo, passou fome para nos dar de comer, trabalhou para nos sustentar, nos protegeu do nervosismo das pessoas, nos defendeu de inúmeros perigos, nos ensinou os valores da vida e nos humanizou!

Eis a paternidade Divina presente na maternidade da mulher! Mas, “infelizmente, há que reconhecer que muitas vezes a mulher, em vez de ser enaltecida, é explorada. Quantas vezes ela é tratada não como pessoa, com a sua dignidade inviolável; mas como objeto, cujo objetivo é satisfazer os apetites alheios de prazer ou de poder! Quantas vezes o papel da mulher como esposa e mãe é minimizado, ou até mesmo ridicularizado! Quantas vezes o papel da mulher no mundo dos negócios ou da vida profissional é apresentado como uma caricatura masculina, uma negação dos dons específicos da perspectiva feminina, compaixão e compreensão, que contribui tão notavelmente para a ‘civilização do amor’” (Julie Maria).

Ser mãe é olhar para céu e agradecer ao Pai Eterno por tamanha graça! Aqueles que as possuem, na terra, devem estimá-las e fazer tudo por elas! Aqueles que as possuem, no céu, devem eternizá-las; sendo gratos a Deus por ter conhecido um ser tão magnífico como uma mãe. Unamo-nos à Maria, Mãe de Jesus, e celebremos a maternidade divina presente em nossa vida. Feliz Dia das Mães!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Alegrai-vos! Não tenhais medo!

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O cristão passa pela cruz, mas não permanece nela porque Aquele que é o fundamento da sua fé e a razão da sua esperança passou pela cruz, mas não permaneceu crucificado. O discípulo não é maior que o Mestre e, por isso, é chamado a segui-lo na vida, na missão e no seu destino: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas, o que perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, irá salvá-la” (Mc 8,34-35). Porque crê e tem esperança, o discípulo pode dizer de si mesmo como disse o Apóstolo das Nações: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,19-20).

A vida cristã, o seguimento de Cristo, embora passe inevitavelmente pela cruz e pela morte, não é uma corrida para a sepultura. A cruz está vazia e o túmulo, no qual pretenderam aprisionar Jesus, também está vazio. O cristão não corre ao encontro do vazio, do que não tem sentido. O cristão percorre um longo e estreito caminho para encontrar Aquele que dá sentido à sua vida. Na busca pela plenitude da sua vida, o cristão é surpreendido pela iniciativa do Ressuscitado que se deixa ser encontrado suscitando, no discípulo, a fé e o amor: “Alegrai-vos. Não tenhais medo!” (Mt 28,9-10).

O cristão, discípulo do Eterno Vivente, é mensageiro da esperança, portador da alegre notícia de que a vitória é sempre da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da graça e do perdão sobre o pecado, do bem sobre o mal e da luz sobre as trevas. Ainda que homens e mulheres conspirem ao contrário, o cristão, sem medo e sem violência, segue de cabeça erguida anunciando e testemunhando que a palavra final da história será vida.

A fé pascal nos põe a caminho da Galileia de hoje, a exemplo do que ocorreu com os primeiros discípulos. A fé, a esperança e o amor suscitados no encontro com o Ressuscitado nos levam às periferias da existência humana, aos lugares de conflito, aonde a vida é ferida, ao encontro dos empobrecidos e sem esperança para anunciar-lhes o Evangelho e ajudá-los a encontrar o sentido da vida. Pode ser que assim, a humanidade perca o medo e experimente a alegria de viver.

Pe. Fábio B. da Costa, C.Ss.R.
Provincial dos Redentoristas de Goiás

Cristo ressuscitou para nós!

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Ressuscitado para a nossa salvação!” (Rm 4,25). Como é salutar contemplar o modo como Deus se manifesta e atua na história! Na feição de Pai e com a ternura de Mãe, Deus vai se fazendo presente no mundo e, muitas vezes, age de forma inesperada. De modo especial, o Pai Eterno operou as suas maravilhas em Jesus de Nazaré para revelar todo o seu amor pelo gênero humano! Desde a encarnação até a ressurreição temos como melhor síntese a expressão da comunidade joanina: “Deus é Amor!” (I Jo 4,8).

Em Jesus está a plenitude de tudo aquilo que a pessoa pode ser quando se fundamenta em Deus. O Mestre de Nazaré torna-se humano: carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, história da nossa história, com o objetivo de nos salvar a partir da nossa condição existencial. A salvação aqui é totalmente diferente da expiação dos pecados da antiga lei e do desejo de sofrimento sanguinário da parte do Divino. Pelo contrário, por salvação compreendemos a absoluta realização do humano, como uma forma de resgatar o que estava perdido, de desvelar o que está escondido, de aprimorar aquilo que não se tinha consciência!

Jesus nasce, vive, cresce, morre e ressuscita a partir da nossa humanidade para nos mostrar como é significante viver de Deus e para Deus. Na vida de Jesus, o humano encontra o sentido para a vida ao se potencializar no amor, de forma plena e irrepetível. Entre Jesus e a pessoa humana não há uma troca de papéis ou uma inversão de valores, mas, sobretudo, uma entrega cotidiana de duas vidas, que se unem e se assumem em um único caminho rumo ao Coração do Pai Eterno! É em Jesus que nós ultrapassamos as nossas mazelas e nos “apropriamos” do conteúdo originário da salvação e da ressurreição. “Para isso, com efeito, o Verbo se fez humano e o Filho de Deus se converteu em filho do homem: para que todo aquele que se unir ao verbo de Deus e aceitar a adoção, converta-se em filho de Deus” (Santo Irineu).

Em primeiro lugar, consideremos a morte de Jesus como uma consequência direta do limite das formas políticas e religiosas de seu tempo. Ele foi mal compreendido por um sistema que já havia se sacralizado pela lei. A cruz de Cristo é o resultado explícito da incapacidade humana em compreender a salvação. No entanto, é na cruz que “o doente, o maltratado, o pobre; […] o caluniado, o incompreendido, o que não consegue ver o fruto de seu trabalho e de seus sonhos; o que recebe em troca incompreensão, abandono ou ódio por causa de sua entrega; o que é torturado ou linchado por esquadrões especiais…todos eles têm na cruz de Cristo uma força que atua a partir das funduras do ser e da coragem” (Andrés T. Queiruga).

Em segundo lugar por trás do ocultamento da realidade está a presença de um Deus que atua no humano e pelo humano. A isso podemos chamar de início da ressurreição. Ao mesmo tempo em que se apresenta como o fim da vida de Jesus, a ressurreição, também se coloca como o início de sua missão salvadora. Naquilo que denominamos “fim” está o “começo” da ação divina. Muito mais que reanimar um cadáver ou trazer um morto de volta à vida, a ressurreição é o rompimento desta vida humana no coração de Deus! Jesus não volta a esta vida, porque depois da ressurreição, vive-a plenamente no Pai Eterno! Não é um Jesus que sobrevive à morte, todavia, um Jesus que ultrapassa a própria morte porque assume a vida em plenitude.

E em terceiro lugar precisamos reconhecer que a ressurreição pela ressurreição, sem implicações na vida humana, não tem sentido. Somos nós os primeiros endereçados da ressurreição. A mensagem de Jesus continua viva e atualizada no mundo a partir de nós. A ressurreição também é uma forma de dizer que o sonho de Jesus não foi esquecido pelos seus discípulos, justamente por isso, que não somos apenas seguidores de Cristo, mas continuadores de sua obra redentora. Cristo continua existindo no mundo em nós e nas nossas atitudes! Temos permitido isso?

Reconheçamos que tanto a salvação quanto a ressurreição não negam o sofrimento na realidade atual. O sofrimento é, portanto, assumido pela ressurreição como uma característica limítrofe da existência e também como algo já vencido pelo poder de Cristo! Diante da ressurreição “a dor não é

suprimida, não somos libertados da tentação, nem livrados da morte, pois nada disso foi poupado a Jesus. Não nos é prometido triunfo algum sobre a terra, mas, pelo contrário, é atirado diante de nós o irremediável fracasso da cruz” (Andrés T. Queiruga).

Contudo, a dor, o peso da vida, os problemas do cotidiano, as doenças e as tristezas são acolhidas em Deus e envoltas de uma esperança que é o próprio Cristo! Há salvação maior que essa? Deixemos, então, Deus ser Deus em nossa existência e permitamos que o nosso coração se “funda” no coração de Jesus, para que construamos uma história bela que depende exclusivamente de nós! Jesus de Nazaré é o companheiro de viagem, o amigo fiel que nos ensina a assumir as rédeas da nossa vida, sem culpabilizar Deus pelos nossos fracassos pessoais. Pela ressurreição nos tornamos a mão de Deus agindo no mundo.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Esperança nossa, Salve!

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A esperança é uma virtude que nasce da fé. A fé nos revela realidades e mistérios que a nossa razão não pode atingir: a fé, portanto, é uma luz divina, uma graça, um dom que Deus nos concede para conhecermos, ainda que imperfeitamente, nossa origem, nossa vocação e nosso destino eterno. Sem a fé, é impossível chegar até Deus. Como os mistérios revelados pela fé são maravilhosos e de suma importância para nós, a fé desperta em nós o desejo de os possuir, de participar desses mistérios. O desejo de participar e a possibilidade de os possuir, faz nascer em nós a Esperança.

A esperança é a força interior que nos faz querer e buscar as realidades reveladas pela fé. É verdade que, só em Deus, como fonte e fundamento de nossa esperança, é que podemos depositar nossa esperança. Como podemos, então, chamar Nossa Senhora de Esperança nossa? O próprio Deus quis dar para nós a resposta a esta dificuldade: Só dele vem a graça e a salvação. Só Jesus é o nosso Redentor e Salvador. Mas, no entanto, não quis realizar tudo sozinho: quis precisar da mediação de uma mulher – Maria-Mãe de Jesus – para realizar a salvação do mundo. O Salvador já fora prometido no paraíso, após o pecado de nossos primeiros pais. Mas Deus, Pai misericordioso, não quis que a humanidade entrasse em desespero, e por isso fez uma promessa: “Eu porei inimizade entre você e a mulher; entre a tua descendência e a descendência dela. Estes vão esmagar-te a cabeça, e tu ferirás o calcanhar deles” (Gn 3,15).

A promessa da vitória final não deixou que nossos pais e nossos antecedentes entrassem no desespero! Havia uma promessa de libertação e de salvação. E a promessa feita pelo próprio Deus, fez nascer a esperança no coração da humanidade. Mas a promessa de vitória estava vinculada a dois novos personagens: a uma mulher, que seria a mãe do Salvador e a seu Filho. A promessa faz que firmemos nossa esperança no poder e na veracidade de Deus, como fonte e fundamento de nossa esperança. Vamos olhar, agora, como essa promessa se realizou.

São Lucas, em seu Evangelho, descreve de maneira simples, mas encantadora, o momento solene do início da Salvação da humanidade. O Anjo Gabriel, enviado por Deus, deposita a esperança de Deus nas mãos de uma jovem: Maria. Do seu “sim” estava dependendo a salvação do mundo. Maria se tornou, por escolha de Deus, a depositária da esperança. Por sua fé em Deus, que pode realizar o impossível, tornou-se possível a Salvação da humanidade. Naquele momento a esperança da humanidade estava concentrada numa pessoa: Maria. Ela era a nossa esperança. A fé e a esperança de Maria trouxeram a Salvação para o mundo.

Todos nós sabemos que Maria não é a nossa Salvadora, mas nem todos sabem que, sem Maria, não haveria a Salvação. Em Maria se realizaram a promessa e a esperança de Deus de poder salvar o mundo por meio de seu Filho, tornado humano, que nasceu e se tornou homem no ventre virginal de Maria. Se o próprio Deus depositou sua esperança em Maria, será que estaremos errados em depositar nossa esperança nela? Deus é a fonte e o princípio da Salvação, mas ela só chega a nós pela mediação de Jesus, que, por vontade do Pai, se tornou filho de Maria. Maria, sois a nossa esperança!

Pe. Ângelo Licati
Missionário Redentorista

Ecologia e Consciência

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O que se entende por ecologia? Segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, há dois campos semânticos em que o termo “ecologia” ganha expressão e vulto. Primeiramente, ecologia é entendida como a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ou ambiente em que vivem bem como as suas recíprocas influências. Em segundo, significa o ramo das ciências humanas que estuda a estrutura e o desenvolvimento das comunidades humanas em suas relações com o meio ambiente. Os estudiosos explicam que “o termo ecologia é formado das palavras gregas oikos (casa) e logos (conhecimento). Portanto, ecologia é a ciência da nossa ‘casa comum’: o meio ambiente, a natureza, a terra”. Esta explicação é do teólogo jesuíta José Roque Junges, retirada de seu livro, Ecologia e Criação.

O homem é indiscutivelmente um ser de relação. Ora, sendo relação o mesmo precisa ser tomado como realidade capaz de viver “uma conversão ecológica pela qual o ser humano deixe de se autocompreender como indivíduo separado, para se ver como parte de um conjunto de inter-relações naturais e sociais”, escreve o mesmo teólogo citado anteriormente. O ser humano não consiste numa realidade separada dos demais seres que compõe o ecossistema. Ou ainda, não devemos compreender a ecologia como um sistema a parte ou contraposto à vida humana. Ao contrário, a “conversão ecológica” ensina-nos que ser humano e ecologia caminham unidos, pois ambos fazem parte de um mesmo sistema planetário. A consciência do ser humano como ser social evidencia que toda ação traduzida em forma de comportamento, só é possível porque há o dado relacional em sua gênese humana.

O problema ecológico quando tomado pela ótica da responsabilidade pode ser analisado pela ótica antropológica e moral. Pois, sem criar uma cultura da consciência, talvez nada possa ser feito no que toca aos efeitos catastróficos da ação do ser humano na natureza. A constituição Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II (1962-1965) ensina sabiamente que Deus não criou o homem como realidade isolada, mas ao contrário: “o homem é, com efeito, por sua natureza intima um ser social” (n.12). Com essa característica peculiar de ser social, portanto, relacional, o ser humano é convidado a repensar como vem ocorrendo sua relação com a natureza. Nesta acepção, Deus não o criou só, mas ao seu lado como relata o livro do Gênesis, criou também a natureza com suas particularidades. Analisado por esse prisma, a ação transformadora deve ocorrer por meio da consciência.

A consciência faz lembrar que existe em nossa estrutura psíquica uma lei. Essa, por sua vez, não deve ser tomada simplesmente como um imperativo calcado no dever, mas proporciona ao homem a capacidade de refletir e pensar sobre as consequências do seu agir, de suas intenções, de sua intencionalidade que decorrerá em forma de comportamento. Sabiamente a Gaudium et Spes recorda aos homens e mulheres de boa vontade: “na intimidade da consciência, o homem descobre uma lei: faze isto, evita aquilo. A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (n.16). Por isso, reflitamos sobre nosso comportamento relacionado aos desafios ecológicos da atualidade. A Igreja Católica por meio da Campanha da Fraternidade de 2011 convidou-nos a repensar sobre nossas ações relacionadas com as demais vidas no planeta.

Pe. Elismar Alves dos Santos, CSsR
Missionário Redentorista

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