Ano Novo: passar das palavras às ações

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O traço que delineia a nossa humanidade é a esperança. Se a vida é ferida pelo sofrimento, é a esperança quem vai cicatrizando cada desgosto e contragosto, cada dor e dissabor. Ela não é apenas uma virtude teologal, usada no exercício do bem ou na renúncia do mal. Junto disso, a esperança apresenta-se como uma disposição pessoal no transformar de sonhos em realidade. Sonhos carregados de verdade: da nossa verdade mais profunda.

Na genuinidade da existência somos seres sonhantes! A todo tempo projetamos aqui, mantemos expectativas dali e nutrimos esperanças acolá. Tudo se encerra nos sonhos que nos definem. Alguns deles permanecem, ao passo que outros acabam morrendo. O fundamental é não perder a força do sonhar. Nesta fortaleza, reside o vigor do viver, a capacidade de irmos além, o movimento que nos impulsiona a ultrapassar barreiras. Os sonhos não são feitos só de sono. Eles são constituídos de resistência e firmeza, principalmente, ao concederem as razões da nossa esperança no Redentor.

Jesus era um grande sonhador, não porque anunciava o devaneio ou permanecia na ilusão, mas pelo fato de tornar possível a vontade do Pai Eterno. Desde pequeno, em cada detalhe, em cada momento de Sua vida, Ele demonstrou que sua missão neste mundo era cumprir aquilo que Deus Pai o designou a fazer. Quando foi encontrado por Seus pais, Maria e José, junto aos doutores da lei, foi questionado sobre o que o levou a sumir daquela forma, sem avisar. Sua resposta foi objetiva e clara: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”.

E assim, ao longo de toda Sua vida, Ele se entregou ao amor do Pai, por meio de atitudes concretas e verdadeiras, obedecendo e atendendo a cada chamado. Seguindo Sua missão de Filho de Deus, ele pregou o Evangelho, amou e serviu ao próximo, curou os doentes, consolou os aflitos e acolheu os pecadores. Seus ensinamentos ainda hoje são refletidos e vivenciados já que cada um de nós, filhos e filhas do Pai Eterno somos continuadores da missão de Cristo aqui na Terra.

Ele pagou um alto preço por sonhar os sonhos de Deus e por fazer os outros sonhá-los da mesma maneira. Estes sonhos foram compartilhados com os Apóstolos que, de lá para cá, foram transmitindo para mais e mais pessoas até chegarem até nós em forma de Evangelho e nos moldes da evangelização que a todos salva.

É mirando no Senhor da Esperança que conseguimos vencer, dia após dia, de queda em queda, os desafios que aparecem no horizonte da vida. Não há azedume nem frustração que se sobreponham à esperança. Ela vai costurando o cotidiano com o fio dos nossos sonhos, juntando os retalhos de uma história de muitas lutas. A esperança divina é tecelã por excelência. Não faz nenhum tipo de remendo, mas reconstrói do zero se a precisão for por tecido novo.

O início de cada ano é marcado pelo tecer de variados sonhos. Eles começam sob a forma de promessas até se tornarem compromissos. Todavia, sonhos costumam ser maiores do que nós, pois trazem os ânimos que nos impedem de fraquejar diante dos obstáculos. A cada dia que passa, o Pai Eterno espera de nós uma atitude concreta, a exemplo dos ensinamentos de Cristo.

E o alvorecer de 2016 nos pede a sincera honestidade. Quem se compromete com algo às segundas-feiras é porque não cumpriu o prometido nos finais de semana. Conosco não deve ser assim. Cristãos de prometimentos vãos sucumbem à desesperança, pois trazem no coração uma série de sonhos enfraquecidos. Que possamos sonhar os sonhos de Deus e ainda, torna-los realidade, cumprindo a missão que herdamos pelo Evangelho, ensinado por Jesus.

Que nossas ações para com os nossos irmãos, em casa, no trabalho e na comunidade, possam demonstrar que somos verdadeiros filhos e filhas do Pai Eterno. E que assumindo essa filiação divina, amemos uns aos outros e assumamos a missão de evangelizar e servir aos nossos irmãos. Que possamos avançar sem recuar: das palavras às atitudes concretas, nos comprometendo com o possível e nos resolvendo com o impossível.

Que 2016 seja um ano de muitas vitórias e muitas realizações. E que chuvas de bênçãos sejam derramadas a todos aqueles que tornarem viva a presença de Cristo na Terra, por meio de suas atitudes e serviço a Deus Pai. Coloquemos em prática os ensinamentos de Jesus para que, abençoados sejam os sonhos, trazidos em nossas almas, durante o Ano Novo! Feliz e Santo 2016, com as bênçãos do Pai Eterno e a intercessão da Mãe do Perpétuo Socorro!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

Viva o Ano Novo e a Misericórdia de Deus

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Embora o cenário político, financeiro, econômico e social de nosso país não inspire boas perspectivas para 2016, no âmbito religioso o Ano Novo vem carregado de grandes expectativas. Principalmente, no que tange ao Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo papa Francisco dia 08 de dezembro de 2015.

A vida humana é formada por um conjunto de dimensões orientadas a partir da nossa espiritualidade, de nossas afetividades, sexualidades e emoções. Bem como, pelos relacionamentos sociais, biológicos e naturais. É sabido que o meio geográfico não determina, mas influencia aquilo que somos. Portanto, para viver bem nossa vida espiritual, é salutar que se busque o equilíbrio de todas as dimensões que formam o nosso ser.

Toda experiência que fazemos ao longo da vida passa pela mediação humana. Até mesmo nossa experiência com Deus. O que aprendemos vem de nossos antepassados através do método da repetição. É lendo, vendo e ouvindo que vamos adquirindo habilidades para por em prática nossos carismas, dons e talentos. É passar a vida inteira observando os que nos inspiram, nos motivam e nos encantam até nos tornarmos livres, autênticos, verdadeiros. Ou seja, nós mesmos. Do contrário, conforme diz Fernando Pessoa, corremos o risco de passa pela vida “sendo aquilo que não somos”.

Atravessamos também um momento difícil de nossa história onde quase não há ícones que sejam bons exemplos a seguir. Frei Beto afirma que “os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer”.  Para ele, “hoje predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza”.

Neste sentido, para nós cristãos católicos – e porque não dizer para os nãos crentes – o papa Francisco desponta como uma figura pública bastante carismática e inspiradora que tem recebido elogios no mundo inteiro. Seu jeito simples, humilde e alegre está encantando e motivando corações. E trazendo de volta à Igreja Católica muitos irmãos que estavam há muito afastados dela.

Em tempos de crises a palavra de ordem é “Reinventar”. Reinventar para driblar os desafios que nos são impostos diariamente visando encontrar novos caminhos que conduzam a veredas mais planas. Diante de tais situações, é comum ouvir pessoas – ou até nós mesmos – fazendo o propósito de que “daqui pra frente tudo na minha vida vai ser diferente”. Reconhecer que precisa mudar é o primeiro e mais difícil passo a ser dado rumo às mudanças desejadas.

Assim como toda perfeição tem seu limite (Sl 118), toda felicidade tem suas lágrimas. Portanto, não desanime e busque se esforçar para “conseguir as coisas do alto, onde Cristo está sentado á direita de Deus” (cf. Cl 3,1). A Igreja Católica é uma igreja samaritana e pecadora. Samaritana porque é acolhedora. Pecadora porque é constituída de homens e mulheres frágeis, humanos, limitados. Não uma Igreja totalmente Santa, mas a caminho da santificação.

O cardeal Walter Kasper em seu livro intitulado “A Misericórdia: condição fundamental do Evangelho e chave da vida cristã” faz um forte apelo a que voltemos nosso olhar aos clamores da misericórdia ao dizer: “que se não somos capazes de anunciar uma forma nova a mensagem da misericórdia divina às pessoas que padecem de aflição corporal e espiritual, deveríamos calar-nos sobre Deus”. Talvez o Ano Santo da Misericórdia e os exemplos do papa Francisco não cheguem a todos os corações. Inclusive de nós, cristãos católicos. Pois, segundo Kasper “a misericórdia é hoje, para muitos, uma palavra difícil”.

Deste modo, o Ano Santo da Misericórdia, é um apelo para que voltemos o nosso olhar e coração às raízes de nossa fé. Para que busquemos enxergar um pouco mais Jesus de Nazaré. Ele não foi nesta vida outra coisa senão a Misericórdia do Pai Eterno. O que veio Jesus fazer neste mundo senão servir? (cf Mc 10,45).

Antes de julgar, ouça. Antes de aplicar a sentença, oriente. Antes de condenar, coloque-se no lugar do outro. E, busque ser uma pessoa misericordiosa com todos assim como o nosso Pai do céu é misericordioso conosco. Pois, a mesma medida que usamos para os outros, o Pai Eterno usará para cada um de nós (cf. Lc 6, 36-38). E, Viva o Ano Novo. E, viva a Misericórdia de Deus!

 

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Compartilhar a esperança

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Estamos vivendo, em nosso País, um momento de crise econômica, política, social e também pessoal. Não somente aqui no Brasil, mas em todo o mundo, temos acompanhado diversos acontecimentos que afetam a vida e a convivência em sociedade. São diversos fatos que mostram a existência de pessoas que não têm amor no coração, nem amor pelo outro. Porém, em meio a tudo isso, também é possível encontrar corações bondosos, que se compadecem da dor do outro, mesmo sem conhecê-lo.

Exemplos como esses podem ser vistos em atitudes de pessoas que se unem para fazer o bem e que, colocando em prática os ensinamentos de Jesus, promovem o amor pelo próximo. Esse mesmo amor vem sendo demonstrado desde o início dos tempos e, por meio das boas ações dos filhos do Pai Eterno, vemos que esse sentimento não perdeu sua essência e continua dando muitos e bons frutos.

Por isso, vivendo agora este Tempo do Advento, aproximando-nos do Natal de Nosso Senhor Jesus, a Igreja nos lembra que a vinda de Cristo a este mundo, para nos salvar e nos redimir de nossos pecados, é a maior prova desse grande amor do Pai por nós. É motivo para bendizermos o Senhor e agradecermos, porque a salvação entrou em nossa casa, em nossos lares, em nosso coração, pela Sua Misericórdia.

O Pai Eterno é misericordioso, é Ele quem nos ama, nos salva e nos livra dos inimigos. Ele é o Deus das batalhas, Deus que nos protege e nos faz viver na Sua graça. Ao enviar o Seu Filho Jesus, o Pai Eterno mostrou a nós a Sua misericórdia, a Sua salvação e fez cumprir as promessas que, muito antes, haviam sido feitas pelos santos profetas do Antigo Testamento.

Neste Ano em que vivemos o Jubileu da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco, nos recordamos que, mesmo na nossa pequenez e infidelidade, o Pai Eterno nos mostra a força da Sua graça e da Sua bondade, se estendendo sobre nós, sobre a nossa pequenez e nos dando salvação. Foi pela bondade divina que o Verbo de Deus se encarnou e trouxe a Luz para este mundo. Portanto, nós devemos fazer jus de nossa qualidade de receptores dessa graça.

Especialmente agora, é tempo de estarmos em oração, agradecermos ao Pai Eterno que nos envia o Redentor Jesus. Com a celebração do nascimento de Cristo, celebramos a graça de Deus alcançando a Sua plenitude e a alegria de saber que Deus teve piedade do Seu povo e exerceu Sua misericórdia sobre todas as nações e gerações. E ainda hoje, Ele continua exercendo Sua misericórdia no coração daquelas pessoas que O buscam.

Isso acontece porque Deus é fiel. Deus cumpre Suas promessas. Jesus veio ao mundo para nos salvar, para nos edificar e para nos tirar da lama do pecado, da morte, para nos dar vida em abundância, a salvação eterna. Ele viveu conforme a vontade do Pai, amou e serviu ao próximo, amou sem esperar nada em troca. Devemos nos espelhar em Suas atitudes e nos esforçar, cada vez mais, para que essa missão tenha continuidade, através de nós. Assim como o Senhor, devemos amar e servir, enxergando Jesus no irmão e sendo Jesus também para ele.

Somente assim, com boas ações, com a caridade, seremos capazes de viver a plenitude do amor de Deus, de compartilhar a esperança que no Antigo Testamento o Pai Eterno fez brotar nos corações dos Seus filhos amados, por meio das promessas divinas. Dessa forma, estaremos em plena comunhão com Ele e encontraremos paz, sabedoria e discernimento para saber lidar com todas as situações às quais somos submetidos diariamente.

Jesus é a Luz que nos faz enxergar tudo com fé e esperança. Ele é quem nos guia pelos caminhos desta vida. Que nós possamos cada dia mais nos converter para essa Luz e que possamos cultivar esse amor que alcançou, abraçou e inundou as nossas vidas. Que possamos evangelizar as pessoas ao nosso redor para que elas também possam sentir esta Luz e a graça de Deus em seus corações.

Que possamos perceber, experimentar, rezar e louvar porque Deus nos ama e quer que abramos os nossos corações, para que sejamos inundados por esse amor e possamos transbordar esse sentimentos para todos ao nosso redor. Tratemos ainda de cuidar e prover, de amparar e educar as futuras gerações para que encontrem, em nossas atitudes, vidas remidas pela presença redentora de Jesus. Assim, viveremos em um mundo mais humano e fraterno. Não percamos a esperança, pois é ela que move a nossa fé. Feliz Natal!

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

A devoção ao Pai Eterno e o cuidado para com a terra

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A Terra é um organismo vivo. Como tal, sendo viva, ela pode morrer. Isso é fato. A morte da terra, naturalmente, além de provocar o fim da existência humana, dizima todas as espécies animais e vegetais nela existentes. Mas, o que isso tem a ver com a devoção ao Pai Eterno? Creio não ser por acaso que Deus escolheu Trindade, esta cidade localizada no coração do Brasil e no seio da Região Centro-Oeste, para manifestar-se num simples medalhão de barro cozido ao casal de lavradores Constantino Xavier e Ana Rosa.

Nossa fé nos assegura dizer que o Pai Eterno é o Criador de todas as coisas. E, que fomos criados à imagem e semelhança d’Ele no amor. Portanto, em todas elas estão impressas as digitais, as marcas, o rosto, o sonho e o desejo de Deus para o ser humano. Segundo o livro do Gêneses, Deus nos concedeu o poder de “dominar” a terra (cf. Gn 1,28) e de a “cultivar e guardar” (cf. Gn 2,15). Todos esses mandatos parecem ter sido levados a cabo por nós, menos o de “guardar” a Terra.

Não se trata aqui de justificar a ação discriminatória da modernidade sobre a terra, mas é importante salientar que tudo o que precisamos para nossa sobrevivência vem da natureza. É ela quem nos fornece a matéria prima necessária para a produção de alimentos, remédios, vestuários, moradias, enfim. No entanto, o que está acontecendo com nossa casa comum? É a pergunta do papa Francisco em sua encíclica “Laudato sí”: poluição, lixo, queimadas, desmatamentos, assoreamentos, fortes mudanças climáticas, crise hídrica, desaparecimentos de espécies animais e vegetais… Todas essas realidades, vai dizer Francisco, “está provocando perda de biodiversidade, a deterioração da qualidade de vida e humana e a degradação social”.

Do mesmo modo que a Palavra de Deus para crescer e multiplicar precisa ser acolhida, cultivada e guardada primeiro no coração humano para somente depois ser anunciada, vivida e multiplicada, assim também é a vida na Terra. Para a continuidade do projeto de Deus a nós, ela precisa urgentemente de cuidados especiais. Neste sentido, ainda em sua carta, o papa Francisco aponta, entre outros, algumas linhas de orientação e ações que podem dar novo rumo ao cenário atual em que vivemos, tais como “o diálogo sobre o meio ambiente na política internacional, nacionais e locais, educação para a aliança entre a humanidade e o meio ambiente, a conversão ecológica”.

Neste sentido, mais importante que o achado do medalhão, considero a sensibilidade espiritual deste simples casal de agricultores em sentir nele a presença de Deus levando-o para dentro de casa e guardando-o sob seus cuidados para a veneração dos fiéis do passado, de presente e do futuro. Ao tratar do novo perfil de devotos do Pai Eterno, considero importante abordar esse assunto uma vez que a responsabilidade para com a Terra é de todos nós. E, a Teofania (manifestação) de Deus em Trindade, nada mais é que um grito moderno do Pai Eterno para que cuidemos de nossa casa comum: a Terra!

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Natal: reabastecer de esperança

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Há quem não goste das festas natalinas. Pode ser um tanto cansativo mesmo: são muitas confraternizações, “amigos-secretos”, trocas de presentes, e músicas características. Mas é tudo próprio deste tempo, que nossa sociedade vive com um viés consumista, mas que para nós, cristãos, deve ser vivido como tempo de renovação de nossa esperança e fraternidade.

Ao celebrar o nascimento de Jesus Cristo, recordamos esta ação de amor que Deus realiza pela humanidade. “Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim, igual aos seres humanos” (Fl 2,6-7a). E como Santo Afonso, podemos exclamar diante do presépio: “Deus está com problemas, louco de amor, perdeu a cabeça de tanto amor”.

Contemplando o mistério da Encarnação do Verbo, os homens e mulheres de hoje encontram a coragem para renovar a fé em si mesmo e no próximo. Quando vemos Deus se tornar um de nós, por amor, e viver esta existência com fidelidade, ele prova que todos nós hoje podemos fazer este mesmo caminho. Eis a esperança desta celebração: a humanidade tem jeito! Você e eu temos jeito, e chance de recomeçar! Precisamos, para isso, seguir o modelo divino, praticar a renúncia e ser próximo das pessoas, amando-as verdadeiramente.

É por isso que, mesmo sem perceber, as famílias se reúnem nesta época do ano; que os amigos querem trocar presentes; que os corações se tornam mais generosos e solidários às necessidades do próximo. E a humanidade parece ficar mais bonita, mais iluminada nestes dias de dezembro, mais cheia de esperança.

Aproveite bem este tempo para reencontrar os filhos que moram longe; o parente que há tempos não se tinha notícia; perceber os cabelos brancos chegando e as crianças crescendo. Em torno da mesa da ceia de Natal, estando ela mais ou menos farta, o que realmente importa são os sorrisos e os olhares numa comunicação que só parece possível com quem nos viu nascer, crescer, e que tem o nosso sangue nas veias. E que este coração renovado na esperança faça com que o próximo ano seja, realmente, “novo” para todos nós.

 

Ir. Diego Joaquim, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

 

 

O dom da escuta à mensagem sinodal do Espírito Santo

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A atitude colaborativa e consultiva, decorrente das Assembleias Sinodais, nos remete às origens históricas da nossa Igreja. É possível constatá-la naquilo que os historiadores eclesiásticos compreendem como o Concílio Regional de Jerusalém, conforme apresentado nos Atos dos Apóstolos, ao debater sobre a admissão dos gentios (não judeus) à comunidade dos recém-cristãos (At 15,6-29). Na contemporaneidade, o Sínodo dos Bispos completa 50 anos, sendo considerado como uma das mais bonitas heranças deixadas pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965).

A sinodalidade pressupõe a humildade serviçal, promotora de um coração receptivo, em profundo respeito à consciência das pessoas, sem abrir mão do essencial, cujo objetivo é a verdade nas palavras e a misericórdia nas ações. Não podemos perder de vista que, na etimologia da palavra ‘Sínodo’ há dois sufixos bastante significativos para compreendê-lo: sya (junto) e odòs (estrada). Como se vê é um caminho a ser construído e percorrido juntos. Tudo em função da unidade, por meio dos variados dons concedidos pelo Espírito Santo de Deus. Eles são doados para fortalecer a comunidade cristã. Jamais devem ser utilizados no sentido do favorecimento pessoal, mas sempre voltados ao crescimento da fé, mediante o ânimo fraterno.

Deste modo, pensamentos diferentes convergem para um denominador comum: a fé! Não se trata de democratizar posicionamentos, mas de escutar o que Cristo Jesus, por meio dos padres sinodais, tem a dizer à sua Igreja (Ap 2,7). Mesmo havendo a limitação humana, precisamos reconhecer que o compromisso e a tarefa da unidade são marcas bastantes características da caminhada espiritual e pastoral da Igreja. Eis um itinerário que se expressa na colegialidade dos bispos, no diálogo entre as instâncias eclesiásticas, na celebração dos sínodos diocesanos e no próprio esforço da Igreja de Roma perante a comunhão com as outras sés patriarcais de Alexandria, Jerusalém, Constantinopla e Antioquia.

Unidade não tem nada a ver com uniformidade de pensamento, muito menos, com a redução das diferenças, como se fosse possível submeter a todos a uma única consideração. Pelo contrário, a unidade traz as raízes mais esperançosas da concórdia nas vontades, em favor da atividade missionária e evangelizadora da Igreja.

Aquele que encontra, na missão, o sentido da vida, tem consciência de que precisa viver para as mesmas pessoas que Jesus viveu. Ele não exclui a ninguém, mas costuma começar primeiro por aqueles que estão à margem da sociedade. Os materialmente pobres e os espiritualmente abandonados, assim o são, não por falta de iniciativa ou por motivos de preguiça. Na verdade, para a grande maioria deles, faltou mesmo a ditosa oportunidade de um olhar misericordioso. Uma apreciação panorâmica traz à nossa memória os milhões de refugiados mundo afora, as vítimas das facções terroristas, os cristãos perseguidos, o meio ambiente agredido, os injustiçados pela miséria e a fome, os idosos vilipendiados, as mulheres violentadas; as crianças comprometidas, tolhidas e tiranizadas pelo trabalho escravo; os doentes abandonados, dentre tantos outros vulneráveis, como os divorciados e os recasados.

Junto da sinodalidade, é imprescindível a prática concreta da misericórdia. Ela passa do necessário diálogo à unidade das diferenças. Se mirarmos na etimologia desta palavra encontraremos a bonita junção dos dizeres latinos: miserere (ter compaixão) e cordis (coração). Em síntese: é a terna compaixão do coração pela infelicidade de outrem. Qualquer mudança pastoral, na Igreja, passa antes pela generosa peneira da misericórdia. É através dela que vemos, sentimos, constatamos e nos deixamos tocar pelos sofrimentos dos próximos e distantes.

Nesse dinamismo de acolhida também estão todos aqueles que fazem parte da Igreja, enquanto porção do Povo de Deus, no laicato, no seminarístico, no religioso, no presbiterado e no episcopado. Ali a autoridade é resguardada porque se faz serviço, horizontalizando as suas relações, na obediência exclusiva à vontade de Deus Pai. Que possamos acolher, então, a mensagem decorrida da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada entre 4 e 25 de outubro passado. Junto dela, pensemos também sobre a “Nova evangelização para a transmissão da fé”, bem ao modo de valorizar, suscitar e programar os conselhos paroquiais e comunitários, em harmonia com a sinodalidade tão antiga e tão característica da nossa Igreja.

 Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

Comunhão de mesa: sinal do Reino e Deus

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Não restam dúvidas de que o centro do Evangelho de Jesus era o Reinado de Deus. Várias falas e ações de Jesus de Nazaré são fortes argumentos a favor do fato de ele, por vezes, ter falado do Reino como já presente, de alguma forma ou num certo grau, em seu ministério.

O Reino de Deus não é uma invenção de Jesus. Ele apropria-se de um dado corrente na tradição religiosa do seu povo para dizer que esta realidade, até então distante, é passível de se tornar realizada no presente. Com isso, o Nazareno inaugura um novo modo de viver sob este Reinado.

O projeto do Reino é transformar as estruturas sociais, econômicas, religiosas, entendendo-as como dimensões que fazem parte do universo humano. A glória deste Rei apresentado por Jesus é a vida dos seus súditos, vida em abundância, vida em plenitude. E, para que este reinado se concretize, é preciso estabelecer a fraternidade, a acolhida entre os homens e as mulheres que pretendem viver sob o âmbito de Deus.

No entanto, não era bem assim que os judeus, na sua maioria, entendiam ser o Reino de Deus. Marcado por uma incondicional reverência à Lei, o judeu deveria desprezar qualquer tipo de contato com os pecadores e com os gentios. Devia evitar o contato com os marginalizados não só pela religião, bem como, também, pelo sistema econômico.

Jesus vê a comensalidade como um lugar propício para falar e viver o projeto do Reino. O banquete já era uma imagem muito comum no judaísmo para se referir ao Reino de Deus. Tanto é que, para o judaísmo, o grande banquete sinalizava uma dimensão escatológica. Por isso, o fato de sentar-se à mesa com algum judeu tido como pecador perante a Lei ou ainda, sentar-se à mesa com algum gentio, era para o judeu observante da Lei o mesmo que entrar em comunhão com os pecados deles.

O Nazareno, porém, pensava diferente. Para ele, comer junto com um publicano ou uma prostituta era permitir o acesso à salvação. Era a oportunidade que os marginalizados e lascados tinham de entrar em comunhão com a sua pessoa, que por várias vezes expressava o carinho, a misericórdia e a acolhida de Deus.

A espiritualidade da mesa evoca, em todos que se aventuram se assentar ao seu redor, a gratidão. A refeição em comum estabelece vínculo, desperta o espírito de partilha e motiva a união das diferenças. Ela interpela a todos viver uma espiritualidade da gratuidade e do serviço de uns para com os outros.

É a partir deste fato que se pode afirmar que a comunhão de mesa proposta por Jesus sinaliza a experiência do Reino de Deus. Entender que a comensalidade é um sinal do Reino de Deus é um passo significativo no amadurecimento da fé cristã. Porém, ainda não é o bastante. É preciso que o cristão e a cristã de hoje estejam dispostos para vivenciar esta verdade.

Numa sociedade marcada pela desigualdade, pelo exclusivismo, dividida em classes (ricos, classe média, pobres e miseráveis) e movida pela cultura do lucro a todo custo que propicia o individualismo e fomenta o egoísmo humano, o cristão e a cristã têm a missão de implantar a cultura do Reino de Deus. E como fazer isso? Por meio da seguinte dinâmica: aproximar-se do outro, sentar-se à mesa e estabelecer com ele a comunhão de vida.

Pe. Paulo Júnior Silva Leão, C.Ss.R.

Sair do encastelamento de si para encontrar os pobres

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Do coração da Igreja pulsa a força vital da ação missionária, segundo o chamado do Pai Eterno, de acordo com a pedagogia de Cristo, mediante o envio realizado pelo Espírito Santo. Se não for pela Santíssima Trindade corremos o sério risco de anunciar a nós mesmos, encobrindo a mensagem da esperança cristã e impondo ao povo o fastioso peso de nossas projeções mais sombrias. Importa reconhecer que, em si, a missão não é nada poética nem romântica. Além da essencial paixão por Cristo, é necessário o amor misericordioso pela pessoa humana, em especial, junto àqueles que foram colocados no indigno lugar das sobras: os pobres.

Na qualidade de continuadores desta missão redentora precisamos permanecer cativos à fé: uma vez experimentada e, agora, propagada. É inútil qualquer tentativa de possuí-la, detê-la, contorná-la ou reduzi-la, uma vez que é a fé quem nos possui, nos converte e nos evangeliza, antes mesmo de assumirmos o ofício de evangelizadores! Nela fomos remidos, libertos e cristificados. De tal modo, cabe a nós a proclamação incessante do Evangelho: primeiro pelo exemplo e, só depois, pelas palavras (Cf. Lc 4,18s; Is 61,1s).

Aquele que encontra, na missão, o sentido da vida tem consciência de que precisa viver para as mesmas pessoas que Jesus viveu. Um olhar panorâmico traz à nossa memória os milhões de refugiados mundo afora, as vítimas das facções terroristas, os cristãos perseguidos, o meio ambiente agredido, os injustiçados pela miséria e a fome, os idosos vilipendiados, as mulheres violentadas; as crianças comprometidas, tolhidas e tiranizadas pelo trabalho escravo; os doentes abandonados, dentre tantos outros vulneráveis.

Não só eles, mas principalmente eles, são os destinatários da nossa missão. É preciso encurtar as distâncias que nos interpõem até os excluídos. A genuína missionariedade está bem longe de cercanias e muralhas. Ela se lança no mundo, unindo os marginalizados, socorrendo os combalidos, resgatando os enfraquecidos na mesa comum da Boa-Nova do Reino de Deus. Não nos esqueçamos de que a missão também se faz com testemunho fiel e concreto do missionário.

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

 

A relação entre Maria e a Igreja missionária

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Outubro é o mês dedicado pela Igreja no mundo todo às Missões. O objetivo principal é recordar cada um de nós à missão de evangelizar que recebemos de Jesus no dia do nosso Batismo: “Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28,19-20). Assim como maio, aqui no Brasil, outubro é para nós brasileiros, um mês totalmente Mariano. Por isso mesmo, muito especial: dia 12 festejamos Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Mas, que relação existe entre Maria e uma Igreja mundialmente missionária?

De acordo com o Evangelista João, a Igreja tem sua origem nos pés da Cruz de Jesus, quando ele entrega Sua Mãe aos cuidados do discípulo que muito ama. E este, por sua vez, à sua Mãe: “Mulher, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Já o Livro dos Atos dos Apóstolos relata o nascimento da Igreja durante a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos, quando eles se encontram no Cenáculo, reunidos em oração com Maria, a Mãe de Jesus (cf. At 1,12-14.2ss). De qualquer modo, o que realmente nos interessa, para esta rápida reflexão, é perceber que, tanto em João, como nos Atos dos Apóstolos, Jesus é a força inspiradora que une, encoraja e envia os discípulos para a missão.  E que, em Maria, aparece explicitamente a missão dada por Cristo à sua Igreja na presença materna de Nossa Senhora: peregrinar, cuidar, amar, proteger e servir.

Façamos, pois, um pequeno paralelo entre Maria e a Igreja. Nos dois relatos evangélicos acima citados aparecem outras personagens juntas à Mãe de Jesus. No primeiro, aparece João que necessariamente não se trata de uma única pessoa. Mas, de uma comunidade inteira que faz a experiência da Redenção de Deus na entrega de Jesus na Cruz. Uma entrega generosa de Cristo que favorece e fecunda a vida humana a partir de Sua própria vida. No segundo, os discípulos. Ou seja, toda uma comunidade que tendo compreendido a Ressurreição de Jesus, o vive pela força do Espírito.

Assim, pois, podemos entender a Mulher descrita junto à Cruz de Jesus no Evangelho de João, e a Mulher reunida com os discípulos no Cenáculo conforme os Atos dos Apóstolos, como a sua Igreja. A Igreja que é Mãe em Maria porque acolhe a todos os filhos seus, em seu Filho Jesus. E, o filho entregue à sua Mãe, e os discípulos reunidos com Maria, como todos os filhos e filhas de Deus dispersos pelo mundo inteiro em todos os tempos e lugares. Neste sentido, para viver bem sua missão de Igreja Mariana e Missionária, faz-se necessário que cada um de nós compreenda que o discípulo que Jesus muito ama hoje, sou eu, é você, somos todos nós que amamos, defendemos e cuidamos de nossa Igreja. Que a faz ser cristocêntrica (Cristo como centro), missionária, peregrina.

O Capítulo 7 do Documento de Aparecida que trata da Missão dos Discípulos a Serviço da Vida Plena, em seu número 347, diz que “A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque toma sua origem da missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai”. Nesta dinâmica, a Igreja Católica Apostólica Romana procura estar em todos os recantos do mundo onde haja alguém que precisa de cuidado, carinho, atenção, conselho, misericórdia, perdão. Uma Igreja que nasce para o serviço da caridade, sobretudo, aos mais pobres e abandonados da sociedade. Uma Igreja que vai a todos os lugares recuperando e achando os que estão perdidos e desencontrados. Uma força a serviço do bem que é fecunda porque “fazemos da forma adequada, com as atitudes do Mestre, tendo sempre a Eucaristia como fonte e alvo de toda atividade missionária” (DA 363).

Da concepção à morte, do nascimento à ressurreição de Jesus, Maria se fez presente na vida do Filho de Deus. Assim também, é nossa Igreja. Por isso, ela se alegra com os que sorriem e se compadece com os que choram. E, se alimenta da esperança da feliz ressurreição de todos no final dos tempos. Compreender nossa Igreja, a partir de Maria, nos ajuda a viver melhor nossa vocação e missão. Daí, então, entendemos Maria como a Igreja que assumiu e exprimiu em si mesma a missão de continuar Jesus na implantação do Reino de Deus aqui na terra.

Ao pertencermos à Igreja de Jesus, mariana e servidora, em nossas atitudes e ações cumprimos o mandato de Jesus de ir ao encontro daqueles “que não têm com que retribuir” (Lc 14,14). Assim nos tornamos uma Igreja “em saída” conforme sugere e dá bons exemplos ao mundo todo o nosso querido Papa Francisco.

 

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Sejamos missionários!

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A missão da Igreja no mundo é dar testemunho da ação amorosa de Deus Pai. Tendo consciência dessa tarefa primeira, ela se propõe a ajudar os homens e mulheres de boa vontade a trilhar um caminho seguro de seguimento a Jesus Cristo pela ação do Espírito Santo. Todos nós, cristãos, participamos deste projeto único de unidade e de fraternidade, desde o Batismo. No mês em que a Igreja dedica especial atenção ao seu aspecto missionário, somos convidados a olhar para nossa ação no mundo e a buscar viver uma experiência de contínuo anúncio através de nossa vida.

A fé que nos congrega deve nos ajudar a sair de nossa comodidade pessoal e a transmitir aquilo que acreditamos e experimentamos. Se faz necessário criar em nós uma consciência de missionariedade, como nos pede o Documento de Aparecida quando nos diz que somos chamados a viver como discípulos missionários. O discípulo é aquele se coloca em atitude de prontidão na escuta da Palavra; o missionário é aquele que não guarda o que aprende somente para si, mas o transmite através de palavras e pelo exemplo de vida.

Encontrar Jesus, estar próximo Dele, e com Ele fazer uma contínua experiência de diálogo, cria em nós a necessidade de anunciá-Lo. É isso que nos ensina os grandes missionários da Igreja, aqueles que nos deixaram verdadeiros tesouros espirituais. Não se pode anunciar aquilo que não se acredita ou que não se experimenta. Santa Teresinha, patrona dos missionários e doutora da Igreja, ensina-nos que, pela oração, é possível realizar a missão. São Francisco Xavier, patrono universal das missões, demonstrou o amor de falar a todas as pessoas de Jesus Cristo pela sua incansável ação missionária.

A ação evangelizadora da Igreja oferece um sólido testemunho de amor e caridade fraterna. Muitas são as congregações e institutos que surgiram com um carisma missionário. Nós, Missionários Redentoristas, cumprimos um papel específico dentro da dimensão missionária da Igreja: anunciamos a copiosa redenção aos mais pobres e abandonados. Buscamos através de nossa vida e de nossas palavras, testemunhar aquilo que aprendemos de Jesus.

Neste mês missionário, você é convidado a sentir no coração o desejo de anunciar o Evangelho de Jesus a outras pessoas. Comprometa-se em sua oração pessoal a viver como missionário em sua família e nos ambientes em que você tem a oportunidade de evangelizar. Certos de que “a vontade de Deus é que sejamos santos” (cf. 1Ts 4,3), busquemos a cada dia dar testemunho da ação amorosa de Deus e anunciá-la ao maior número possível de pessoas. Sejamos, portanto, autênticos missionários!

Ir. Michael Goulart, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

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