Cristo ressuscitou para nós!

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Ressuscitado para a nossa salvação!” (Rm 4,25). Como é salutar contemplar o modo como Deus se manifesta e atua na história! Na feição de Pai e com a ternura de Mãe, Deus vai se fazendo presente no mundo e, muitas vezes, age de forma inesperada. De modo especial, o Pai Eterno operou as suas maravilhas em Jesus de Nazaré para revelar todo o seu amor pelo gênero humano! Desde a encarnação até a ressurreição temos como melhor síntese a expressão da comunidade joanina: “Deus é Amor!” (I Jo 4,8).

Em Jesus está a plenitude de tudo aquilo que a pessoa pode ser quando se fundamenta em Deus. O Mestre de Nazaré torna-se humano: carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, história da nossa história, com o objetivo de nos salvar a partir da nossa condição existencial. A salvação aqui é totalmente diferente da expiação dos pecados da antiga lei e do desejo de sofrimento sanguinário da parte do Divino. Pelo contrário, por salvação compreendemos a absoluta realização do humano, como uma forma de resgatar o que estava perdido, de desvelar o que está escondido, de aprimorar aquilo que não se tinha consciência!

Jesus nasce, vive, cresce, morre e ressuscita a partir da nossa humanidade para nos mostrar como é significante viver de Deus e para Deus. Na vida de Jesus, o humano encontra o sentido para a vida ao se potencializar no amor, de forma plena e irrepetível. Entre Jesus e a pessoa humana não há uma troca de papéis ou uma inversão de valores, mas, sobretudo, uma entrega cotidiana de duas vidas, que se unem e se assumem em um único caminho rumo ao Coração do Pai Eterno! É em Jesus que nós ultrapassamos as nossas mazelas e nos “apropriamos” do conteúdo originário da salvação e da ressurreição. “Para isso, com efeito, o Verbo se fez humano e o Filho de Deus se converteu em filho do homem: para que todo aquele que se unir ao verbo de Deus e aceitar a adoção, converta-se em filho de Deus” (Santo Irineu).

Em primeiro lugar, consideremos a morte de Jesus como uma consequência direta do limite das formas políticas e religiosas de seu tempo. Ele foi mal compreendido por um sistema que já havia se sacralizado pela lei. A cruz de Cristo é o resultado explícito da incapacidade humana em compreender a salvação. No entanto, é na cruz que “o doente, o maltratado, o pobre; […] o caluniado, o incompreendido, o que não consegue ver o fruto de seu trabalho e de seus sonhos; o que recebe em troca incompreensão, abandono ou ódio por causa de sua entrega; o que é torturado ou linchado por esquadrões especiais…todos eles têm na cruz de Cristo uma força que atua a partir das funduras do ser e da coragem” (Andrés T. Queiruga).

Em segundo lugar por trás do ocultamento da realidade está a presença de um Deus que atua no humano e pelo humano. A isso podemos chamar de início da ressurreição. Ao mesmo tempo em que se apresenta como o fim da vida de Jesus, a ressurreição, também se coloca como o início de sua missão salvadora. Naquilo que denominamos “fim” está o “começo” da ação divina. Muito mais que reanimar um cadáver ou trazer um morto de volta à vida, a ressurreição é o rompimento desta vida humana no coração de Deus! Jesus não volta a esta vida, porque depois da ressurreição, vive-a plenamente no Pai Eterno! Não é um Jesus que sobrevive à morte, todavia, um Jesus que ultrapassa a própria morte porque assume a vida em plenitude.

E em terceiro lugar precisamos reconhecer que a ressurreição pela ressurreição, sem implicações na vida humana, não tem sentido. Somos nós os primeiros endereçados da ressurreição. A mensagem de Jesus continua viva e atualizada no mundo a partir de nós. A ressurreição também é uma forma de dizer que o sonho de Jesus não foi esquecido pelos seus discípulos, justamente por isso, que não somos apenas seguidores de Cristo, mas continuadores de sua obra redentora. Cristo continua existindo no mundo em nós e nas nossas atitudes! Temos permitido isso?

Reconheçamos que tanto a salvação quanto a ressurreição não negam o sofrimento na realidade atual. O sofrimento é, portanto, assumido pela ressurreição como uma característica limítrofe da existência e também como algo já vencido pelo poder de Cristo! Diante da ressurreição “a dor não é

suprimida, não somos libertados da tentação, nem livrados da morte, pois nada disso foi poupado a Jesus. Não nos é prometido triunfo algum sobre a terra, mas, pelo contrário, é atirado diante de nós o irremediável fracasso da cruz” (Andrés T. Queiruga).

Contudo, a dor, o peso da vida, os problemas do cotidiano, as doenças e as tristezas são acolhidas em Deus e envoltas de uma esperança que é o próprio Cristo! Há salvação maior que essa? Deixemos, então, Deus ser Deus em nossa existência e permitamos que o nosso coração se “funda” no coração de Jesus, para que construamos uma história bela que depende exclusivamente de nós! Jesus de Nazaré é o companheiro de viagem, o amigo fiel que nos ensina a assumir as rédeas da nossa vida, sem culpabilizar Deus pelos nossos fracassos pessoais. Pela ressurreição nos tornamos a mão de Deus agindo no mundo.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Esperança nossa, Salve!

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A esperança é uma virtude que nasce da fé. A fé nos revela realidades e mistérios que a nossa razão não pode atingir: a fé, portanto, é uma luz divina, uma graça, um dom que Deus nos concede para conhecermos, ainda que imperfeitamente, nossa origem, nossa vocação e nosso destino eterno. Sem a fé, é impossível chegar até Deus. Como os mistérios revelados pela fé são maravilhosos e de suma importância para nós, a fé desperta em nós o desejo de os possuir, de participar desses mistérios. O desejo de participar e a possibilidade de os possuir, faz nascer em nós a Esperança.

A esperança é a força interior que nos faz querer e buscar as realidades reveladas pela fé. É verdade que, só em Deus, como fonte e fundamento de nossa esperança, é que podemos depositar nossa esperança. Como podemos, então, chamar Nossa Senhora de Esperança nossa? O próprio Deus quis dar para nós a resposta a esta dificuldade: Só dele vem a graça e a salvação. Só Jesus é o nosso Redentor e Salvador. Mas, no entanto, não quis realizar tudo sozinho: quis precisar da mediação de uma mulher – Maria-Mãe de Jesus – para realizar a salvação do mundo. O Salvador já fora prometido no paraíso, após o pecado de nossos primeiros pais. Mas Deus, Pai misericordioso, não quis que a humanidade entrasse em desespero, e por isso fez uma promessa: “Eu porei inimizade entre você e a mulher; entre a tua descendência e a descendência dela. Estes vão esmagar-te a cabeça, e tu ferirás o calcanhar deles” (Gn 3,15).

A promessa da vitória final não deixou que nossos pais e nossos antecedentes entrassem no desespero! Havia uma promessa de libertação e de salvação. E a promessa feita pelo próprio Deus, fez nascer a esperança no coração da humanidade. Mas a promessa de vitória estava vinculada a dois novos personagens: a uma mulher, que seria a mãe do Salvador e a seu Filho. A promessa faz que firmemos nossa esperança no poder e na veracidade de Deus, como fonte e fundamento de nossa esperança. Vamos olhar, agora, como essa promessa se realizou.

São Lucas, em seu Evangelho, descreve de maneira simples, mas encantadora, o momento solene do início da Salvação da humanidade. O Anjo Gabriel, enviado por Deus, deposita a esperança de Deus nas mãos de uma jovem: Maria. Do seu “sim” estava dependendo a salvação do mundo. Maria se tornou, por escolha de Deus, a depositária da esperança. Por sua fé em Deus, que pode realizar o impossível, tornou-se possível a Salvação da humanidade. Naquele momento a esperança da humanidade estava concentrada numa pessoa: Maria. Ela era a nossa esperança. A fé e a esperança de Maria trouxeram a Salvação para o mundo.

Todos nós sabemos que Maria não é a nossa Salvadora, mas nem todos sabem que, sem Maria, não haveria a Salvação. Em Maria se realizaram a promessa e a esperança de Deus de poder salvar o mundo por meio de seu Filho, tornado humano, que nasceu e se tornou homem no ventre virginal de Maria. Se o próprio Deus depositou sua esperança em Maria, será que estaremos errados em depositar nossa esperança nela? Deus é a fonte e o princípio da Salvação, mas ela só chega a nós pela mediação de Jesus, que, por vontade do Pai, se tornou filho de Maria. Maria, sois a nossa esperança!

Pe. Ângelo Licati
Missionário Redentorista

Ecologia e Consciência

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O que se entende por ecologia? Segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, há dois campos semânticos em que o termo “ecologia” ganha expressão e vulto. Primeiramente, ecologia é entendida como a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ou ambiente em que vivem bem como as suas recíprocas influências. Em segundo, significa o ramo das ciências humanas que estuda a estrutura e o desenvolvimento das comunidades humanas em suas relações com o meio ambiente. Os estudiosos explicam que “o termo ecologia é formado das palavras gregas oikos (casa) e logos (conhecimento). Portanto, ecologia é a ciência da nossa ‘casa comum’: o meio ambiente, a natureza, a terra”. Esta explicação é do teólogo jesuíta José Roque Junges, retirada de seu livro, Ecologia e Criação.

O homem é indiscutivelmente um ser de relação. Ora, sendo relação o mesmo precisa ser tomado como realidade capaz de viver “uma conversão ecológica pela qual o ser humano deixe de se autocompreender como indivíduo separado, para se ver como parte de um conjunto de inter-relações naturais e sociais”, escreve o mesmo teólogo citado anteriormente. O ser humano não consiste numa realidade separada dos demais seres que compõe o ecossistema. Ou ainda, não devemos compreender a ecologia como um sistema a parte ou contraposto à vida humana. Ao contrário, a “conversão ecológica” ensina-nos que ser humano e ecologia caminham unidos, pois ambos fazem parte de um mesmo sistema planetário. A consciência do ser humano como ser social evidencia que toda ação traduzida em forma de comportamento, só é possível porque há o dado relacional em sua gênese humana.

O problema ecológico quando tomado pela ótica da responsabilidade pode ser analisado pela ótica antropológica e moral. Pois, sem criar uma cultura da consciência, talvez nada possa ser feito no que toca aos efeitos catastróficos da ação do ser humano na natureza. A constituição Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II (1962-1965) ensina sabiamente que Deus não criou o homem como realidade isolada, mas ao contrário: “o homem é, com efeito, por sua natureza intima um ser social” (n.12). Com essa característica peculiar de ser social, portanto, relacional, o ser humano é convidado a repensar como vem ocorrendo sua relação com a natureza. Nesta acepção, Deus não o criou só, mas ao seu lado como relata o livro do Gênesis, criou também a natureza com suas particularidades. Analisado por esse prisma, a ação transformadora deve ocorrer por meio da consciência.

A consciência faz lembrar que existe em nossa estrutura psíquica uma lei. Essa, por sua vez, não deve ser tomada simplesmente como um imperativo calcado no dever, mas proporciona ao homem a capacidade de refletir e pensar sobre as consequências do seu agir, de suas intenções, de sua intencionalidade que decorrerá em forma de comportamento. Sabiamente a Gaudium et Spes recorda aos homens e mulheres de boa vontade: “na intimidade da consciência, o homem descobre uma lei: faze isto, evita aquilo. A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (n.16). Por isso, reflitamos sobre nosso comportamento relacionado aos desafios ecológicos da atualidade. A Igreja Católica por meio da Campanha da Fraternidade de 2011 convidou-nos a repensar sobre nossas ações relacionadas com as demais vidas no planeta.

Pe. Elismar Alves dos Santos, CSsR
Missionário Redentorista

Patrono da Província

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No dia 15 de março, fazemos memória de São Clemente Maria Hofbauer. Um genuíno missionário redentorista, responsável pela expansão da Congregação para além dos Alpes. Homem forte na fé, alegre na esperança e cheio de caridade apostólica, Clemente enfrentou críticas e oposição dos redentoristas que viviam no Reino de Nápoles e nos Estados Pontifícios e foi duramente perseguido pelo Estado anticlerical e absolutista. Várias vezes viu sua obra destruída e teve que começar tudo de novo noutro lugar. Nenhuma dessas dificuldades intimidou Clemente. Ele alcançou e centralizou a vida em Jesus Cristo aplicando a si mesmo as palavras do Apóstolo Paulo: “Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e por toda parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Por isto não nos deixamos abater. Pelo contrário, embora em nós, o homem exterior vá caminhando para a sua ruína, o homem interior se renova dia a dia. Pois nossas tribulações momentâneas são leves em relação ao peso eterno da glória que elas nos preparam até o excesso. Não olhamos para as coisas que se vêem, mas para as que não se vêem; pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2 Cor 4,8-10.16-18).

São Clemente foi criativo e ousado no modo de pregar o evangelho atraindo pessoas simples e alcançando o coração de vários intelectuais de seu tempo. Ele teve uma dedicação especial às crianças através de orfanatos e colaborou com a formação da juventude indicando que “o mandato conferido à Congregação de evangelizar os pobres visa a libertação total da pessoa humana através do anúncio explícito do Evangelho e a solidariedade com os pobres” (Const. 5). É de São Clemente o pensamento que inspira os redentoristas que hoje buscam reestruturar a vida num contínuo processo de conversão e renovar as estruturas para a missão: “Anunciar o Evangelho de modo sempre novo” (São Clemente).

Por tudo isso é que os redentoristas de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins escolhemos São Clemente para ser o nosso patrono. Animados pelo testemunho de Clemente e certos de que ele intercede por nós, prosseguimos realizando a nossa missão com ousadia, esperança, ardor, criatividade e perseverança. Nos santuários e nas paróquias, pelos meios de comunicação social e na sobras sociais, na formação dos seminaristas e da juventude redentorista, vamos anunciando e testemunhando a abundante Redenção em Cristo Jesus.

Pe. Fábio Bento da Costa, C.Ss.R.
Superior Provincial

Perdoai-vos e reconciliai-vos!

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Na caminhada do humano o perdão tem sido uma das realidades mais esquecidas e menos valorizadas. Estruturas são criadas, análises construídas, fenômenos descobertos e as pessoas continuam inflamadas pela mágoa, aniquiladas pelo rancor e doentes, literalmente, acamadas por não conseguirem perdoar. Meu Deus, quantas situações não resolvidas e quanto ódio nos corações! Devido à ausência de perdão a vida vai se tornando amarga e a existência assume o viés da frustração.

Não só em nível teórico, mas, sobretudo, em nível prático, o perdão nos transforma em agentes da liberdade. Perdoando, nos reconciliamos e nos reconciliando, perdoamos. Esse pequeno trocadilho confere cor e sabor de santidade à nossa vida. Trata-se de uma lei natural: aquele que se sente incapaz de perdoar acaba sofrendo até a fase terminal do existir. E aqui nos cabe questionar: quem é que sofre mais, quem odeia ou quem é odiado? Quem odeia. Quem é que se amargura mais, aquele que magoou ou aquele que foi magoado? O que magoou. A pessoa que denigre, briga, amaldiçoa e fere sai mais prejudicada que o denegrido, o brigado, o amaldiçoado e o ferido. Anulados pelo ódio, perdemos a nossa identidade no amor.

O perdão é muito maior que imaginamos. Em primeiro lugar precisamos nos reconciliar com a nossa história. Por mais que houve sofrimentos e perdas, ao ponto de criar traumas, temos a necessidade de assumir nosso modo de viver. Muitas vezes somos calejados pela dor e, ao mesmo tempo, redimidos em Deus. “Somente o que é assumido, é redimido” (Santo Irineu). Ao não aceitarmos a existência como dom e o sofrimento como acidente de percurso, nos tornamos escravos do passado. Diante da maturidade psicológica o passado influencia, mas não pode determinar o nosso presente. A crise, as palavras torpes, as pesadas discussões não podem funcionar como um pântano inconsciente, no qual estamos imersos. Justamente por isso, urge a tarefa de reconciliar-se consigo. O perdão nos faz maduros e adultos. Não perdoando nos infantilizamos.

O itinerário do perdão pressupõe a reconciliação com os pais, irmãos e demais parentes, professores, patrões e amigos. Às vezes, ruminamos fatos momentâneos e mal entendidos por tudo uma vida. Por outro lado, há situações que perduram por longa data. Mulheres que foram violentadas, oprimidas pelo marido, massacradas por humilhações e detonadas pela embriaguez do cônjuge. O mesmo também serve para os esposos que foram traídos ou abandonados pela mulher. Eis situações que carecem de perdão.

Não podemos nos esquecer de que muitos casos de dependência química (drogas alucinógenas, entorpecentes, maconha e narcóticos) e alcoólica, prostituição, doenças psicológicas, depressão e até câncer são provocados pela omissão no perdão. É quase uma fórmula matemática da condição existencial: a ferida não cuidada e cultivada pelo tempo torna-se doença fria e purulenta.

Por mais que não concordemos, Deus precisa ser perdoado. Teologicamente tal afirmativa não possui nenhum cabimento, pelo contrário, beira à heresia. Contudo, não raras vezes culpabilizamos Deus pelas catástrofes que acontecem em nossa vida. O Pai Eterno não envia e muito menos ratifica algum tipo de mal. Mesmo assim, temos o péssimo costume de atribuir a Ele tudo o que nos acontece. Infelizmente, nos esquecemos de que nem tudo o que nos ocorre é fruto da vontade Divina.

Defronte a morte de alguém querido, perante a perda de imóveis ou bens pessoais, diante de danos irreparáveis surgem tais indagações: Porque isso foi acontecer comigo? O que foi que eu fiz para merecer isso? Até quando, meu Deus? Porque Deus permitiu? Isso é justo? Nos momentos de desespero aquilo que acreditamos vem à tona e as razões da nossa fé são reveladas.

Nestes casos precisamos perdoar a imagem que fizemos de Deus e não a Deus diretamente. Reconciliar-se com aquilo que imaginamos de Deus e deixar de culpabilizá-lo é perdoar a origem do nosso ser. Desta forma, resgatamos o sentido maior da nossa vida, que a partir de então, ganha um norte de perdão e uma esperança de reconciliação.

Não nos é lícito perdoar de modo superficial ou não nos abrir ao perdão. Aquele que não perdoa é enfermo e escravo de si mesmo. O ódio é uma ferida que se alimenta do nosso fracasso. Quanto mais nos fechamos à reconciliação, mais fracos e desestimulados ficamos. Só quem é livre, liberta. Somente o amado é capaz de amar. Apenas o perdoado é apto a perdoar e perdoar verdadeiramente. Permitamos, portanto, que o Pai Eterno nos ensine a perdoar, principalmente, no quaresmal que se inicia em breve! Perdoemos e nos reconciliemos e livres seremos!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Para uma nova evangelização

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Quando Santo Afonso Maria de Ligório, em 9 de novembro de 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, em Nápolis na Itália, foi-se desenvolvendo uma prática pastoral de acordo com a necessidade daqueles trabalhadores rurais nas montanhas cuidando de seus rebanhos e cultivando as plantações nativas daquela região. Santo Afonso deixou como principal inspiração a certeza de que encontramos em Jesus Cristo a “Copiosa Redenção”, ou seja, a Misericórdia infinita, o perdão e a reconciliação. O Papa Francisco tem demonstrado em seus escritos e mensagens a importância de uma profunda conversão vinda de dentro da própria Igreja para chegarmos ao exercício de uma nova evangelização. Em sua mais recente Exortação Apostólica Evangelii Gaudium” (a alegria do Evangelho), destaca, ao falar sobre o “coração do Evangelho”: São Tomás de Aquino ensinava que, também na mensagem moral da Igreja, há uma hierarquia nas virtudes e ações que delas procedem. Aqui, o que conta é, antes de Aqui, o que conta é, antes de mais nada, a fé que atua pelo amor” (Gl 5,6).

Continua o papa:

O elemento principal da nova lei é a Graça do Espírito Santo, que se manifesta através da fé que opera pelo amor. Por isso afirma que, relativamente ao agir exterior, a misericórdia é a maior de todas as virtudes; na realidade compete-lhe debruçar-se sobre os outros e – o que mais conta – remediar as misérias alheias. Ora, isto é tarefa especialmente de quem é superior; é por isso que se diz que é próprio de Deus usar de misericórdia e é, sobretudo nisto, que se manifesta a sua onipotência.” (Evangeli Gaudium, nº 37, pág. 33) A exortação do Papa Francisco toca a essência do Evangelho quando ressalta como a maior das virtudes, a misericórdia, nos coloca a serviço das pessoas que sofrem para sermos o sinal de Cristo, colaborando para que sejam curadas as feridas e que se libertem de todo o mal que lhes escravizam. Na Congregação do Santíssimo Redentor somos enviados aos mais humildes nos lugares mais distantes e difíceis em que outros não querem ir. Na atualidade quando a maioria da população migrou-se para as cidades grandes somos chamados a evangelizar nas periferias onde estão os abandonados, tanto socialmente como espiritualmente. Somos chamados, também, a acolher e evangelizar todas as pessoas que acorrem aos Santuários buscando a bondade e a misericórdia daqueles que foram preparados para esse serviço e devem se colocar como Jesus, debruçando-se e gastando a sua vida para a realização da Copiosa Redenção em Jesus Cristo. Para sermos testemunhas de Cristo Jesus quando nos ensina a servir com gratuidade. Para chegar-se a uma conversão pessoal é necessário um olhar atento para dentro de si mesmo, uma avaliação das atitudes e um discernimento a partir do coração do Evangelho, que é a prática das virtudes teologais: a Fé a Esperança e o Amor. Chegando ao exercício da misericórdia com todos, especialmente aos excluídos de uma participação digna em todas as dimensões: social, política, cultural, religiosa. Para uma nova evangelização é importante desprendermos das estruturas que proporcionam o comodismo e voltarmos àqueles que peregrinaram em busca de encontrar o sentido para a vocação. Como São Clemente, Santo Redentorista, que nos ensina que o Evangelho deve ser transmitido de acordo com a realidade de cada povo e cultura. E que a mensagem do Evangelho é sempre atual onde os corações se dispõem a serem renovados. Ao mesmo tempo, devemos evangelizar com renovado ardor missionário levando aos mais pobres e abandonados a Copiosa Redenção de Cristo Redentor.

 Pe. João Otávio, C.Ss.R. 

Missionário Redentorista

Ano Novo: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!

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Sabemos que tudo o que existe é obra criadora do Pai Eterno: princípio imanente de todas as coisas. Na essência da criação reside a intencionalidade Divina em nos salvar! A própria força do criado nos remete a Deus que apela e se direciona em favor do humano para divinizá-lo no amor, redimi-lo na esperança e reconduzi-lo à fé.

Em Jesus Deus se torna humano! Mesmo criando a humanidade, Deus nunca havia sido historicamente humano: carne em nossa carne, sangue do nosso sangue, vida para nossa vida. Foi em Jesus que Deus assumiu as raízes existenciais do humano, exceto no pecado. Em contrapartida, é no Jesus de Nazaré, testemunhado pelos Evangelhos e, ao mesmo tempo, pela Tradição da Igreja, que encontramos o sentido último da vida e a plenitude realizadora do humano!

Jesus, foi o revelador de dois grandes mistérios da criação, a saber: o mistério de Deus, na incondicionalidade de Pai e o mistério do homem e da mulher, na realidade divina de filhos! Por meio do Cristo, a humanidade ferida peregrina em busca de sua origem: o coração amoroso do Pai Eterno! Muito mais que morrer na cruz por nossos absolutizados pecados, Jesus teve a missão de revelar, por atitudes e palavras, a face de um Deus com rosto de Pai. Justamente por isso, se quisermos compreender a Deus precisamos recorrer à mensagem de Jesus. Nela nos deparamos com um Deus que “está com problemas, louco de amor, perdeu a cabeça de tanto amor” (Santo Afonso). Um Deus que “dá testemunho de si dentro de nós” (Libânio) e que nos ensina a continuar a missão redentora de Jesus sendo, para o mundo, a face do amor! O amor do Pai nos conduz à vivência do Cristianismo.

É por isso que, na condição de filhos do Pai Eterno, precisamos reavaliar o verdadeiro sentido da nossa fé cristã no mundo. Devemos procurar ir ao fundo dos fatos motores que nos impeliram a entregar a vida em favor do mais pobre dos pobres. Eis uma pergunta existencial: Qual a razão do Cristianismo na Igreja e a serviço do mundo? Aquele que é capaz de questionar o sentido da própria fé está alcançando a maturidade em Cristo. Quem não se questiona é infantil e tem medo de se conhecer. Infelizmente nos esquecemos de que as nossas atitudes dão testemunho da fé cristã.

Destarte, urge a tarefa de assumir a vivência radical da caridade testemunhada no Evangelho. Ao escolhê-la estamos optando pela primazia da fraternidade, pela fundamentação no amor gratuito e pela assiduidade na consagração às obras boas. Por fim, escolhemos a uma caridade livre que não se fundamenta nem no tradicionalismo nem no conservadorismo, mas, sobretudo, em uma vida radicada no Coração do Pai, Filho e Espírito Santo.

Na Santíssima Trindade encontramos a nossa eterna morada, a nossa manjedoura existencial. Da Trindade viemos. Nela somos, nos movemos e existimos. Para Ela haveremos de voltar após a experiência mais íntima da fé na morte (cf. At 17,28). A vivência trinitária faz da vida: uma verdade altruísta, faz da história: uma biografia de salvação, faz do seguimento: uma constância perene no coração de Deus.
Adentrando ao Mistério da Trindade resgatamos a origem da nossa criação a partir do Pai, da nossa salvação no Filho e da nossa transfiguração no Espírito Santo. Na medida em que ingressamos pela Escola do Evangelho aprendemos a transpor a nossa figura pela figura da Trindade. Passamos a medir os fatos da vida sob o crivo do Deus, que é amor (cf. I Jo 4,8). Encontramos o sentido para a existência e descobrimos que “não amamos qualidades, amamos uma pessoa; às vezes tanto pelos seus defeitos quanto por suas qualidades” (Jacques Maritain).

Filiados em Deus Pai, irmanados na encarnação de Jesus Redentor e santificados pela força transformadora do Espírito mergulhemos na vida da Trindade! Abramos o nosso coração diante deste Deus que não nos tira nada, pelo contrário, nos concede tudo o que necessitamos para sermos plenos e humanos. Não fujamos do amor de um Deus que faz tudo pela nossa felicidade! Não tenhamos medo de nos entregar ao Amor, mesmo que seja até as últimas conseqüências da fidelidade na cruz. Um feliz e abençoado 2014! Santo e próspero Ano Novo!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Ontem, Belém; hoje, nossos corações!

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Ao pensar neste artigo, recordei-me do período em que residi na Irlanda e na Itália por dois anos. Foram momentos difíceis, longe da família, dos amigos e do Brasil. Por outro lado, foi um tempo de muitas descobertas no estudo contínuo para o mestrado em Moral, na aproximação com uma fé centralizada nas fontes do catolicismo e, por fim, no contato e convivências com culturas, por assim dizer, secularizadas. Todavia, o mais marcante na Europa foi o tempo do Natal. Algumas composições, ainda hoje, ressoam em minha mente. Dentre elas, destaco a canção Tu scendi dalle stelle (Tu desces das estrelas). Trata-se de uma harmoniosa melodia composta em 1755, por Santo Afonso Maria de Ligório. Se fôssemos comparar, poderíamos associá-la a Jingle Bells, ou então à conhecida Noite Feliz. Esta é, na verdade, a música natalina oficial e mais popular na Itália. Nada de estrangeirismos, mas partilho com vocês uma experiência de fé a partir desta canção natalina traduzida para o português.

A primeira estrofe nos apresenta simplicidade do pequeno Jesus: “Eis que lá das estrelas, ó Rei celeste, tu vens nascer na gruta, num frio agreste. Ó Menino, meu divino, eu te vejo aqui tremer. Ó Verbo Encarnado, oh quanto te custou ter-me amado. Eis faltam ao Senhor, Deus das alturas, os panos e o calor das criaturas. Meu divino Pequenino, tal pobreza grande assim mais me enternece se penso que é o amor que te empobrece!” Santo Afonso oferece a imagem de um Deus que na sua riqueza visita a pobreza do humano e se torna pobre por amor a nós. Jesus nasce em uma manjedoura que, de acordo com a tradução hebraica da Bíblia, era um buraco cavado entre as rochas, sendo utilizado para depositar os alimentos dos animais. Um Deus que nasce junto aos animais porque não encontrou lugar no coração dos homens.

Será que hoje esta história não se repete? Uma pequena criança que sente fome, que conhece a dor, a saudade, o desprezo e o cansaço. Em Jesus, o Divino se torna humano para que o humano se torne divino e não se esqueça de sua origem primeira em Deus. A criança de Nazaré vem para nos recordar que nossa vida só tem sentido em Deus. No silêncio da noite, no ocaso de uma nação insignificante e no entardecer de uma vila interiorana, nasce o Menino Jesus!

A canção continua: “Gozando lá no céu toda a ventura, tu sofres nessas palhas tantas agruras. Doce eleito do meu peito, aonde vais em teu amor? Jesus, eu penso: por que sofrer assim? Ó amor imenso! Mas se é tua vontade sofrer tanto, por que chorar assim sentido pranto? Terno Esposo, Deus ditoso, meu Jesus, compreendo, sim. Senhor querido: tu choras, não de dor… de amor ferido!” Uma vida marcada pela consternação. Esta é a maior cruz do pequeno menino. As lágrimas do recém-nascido são a profecia da missão e da morte que Ele mesmo irá sofrer.

No nascimento, não vemos holofotes nem liquidações de última hora, nada de ofertas ou presentes consumistas, não encontramos nenhum Papai Noel e muito menos shopping centers ou galerias de moda; pelo contrário, Ele vem ao mundo marcado pelo mais absoluto silêncio que exige contemplação. Hoje, em vez de ouvir a esquecida frase “vamos à Belém?”, só conseguimos escutar o famoso “vamos às compras”. Muitas vezes e dos mais variados modos, tiramos Jesus de nossos corações e abrimos nossas sacolas para preenchê-las dos mais supérfluos bens de consumo. No lugar de conceder Jesus às pessoas, simplesmente damos presentes. Para alguns, o Natal deixou de ser uma confraternização religiosa para tornar-se uma festa dispendiosa, de tamanha opulência, que não tem nada a ver com a sua figura principal. Como temos facilidade de mudar o sentido das coisas! Vivemos em um mundo que até mesmo o Menino Jesus foi substituído por outras realidades financeiramente mais vantajosas!

Continuemos com Santo Afonso: “Tu choras porque sabes o meu pecado: depois de tanto amor não ser amado… Ó eleito de meu peito, se o passado foi assim, eu só reclamo que tu não chores mais, porque já te amo! E quando estás assim adormecido, teu coração não dorme, enternecido! Deus amado, imaculado! Em que pensas tu então? ‘Penso na morte, que hei de sofrer por ti!’ Que amor tão forte!”

No presépio está o rosto de um Deus apaixonado por nós. Mesmo com nossos erros e pecados, Ele não desiste do humano! E nós, será que já desistimos de Deus? Estamos à procura desesperada do deus da prosperidade, que é obrigado a realizar todos os nossos caprichos pessoais ou buscamos o Deus que já deu tudo o que devia nos dar, inclusive sua própria vida? Como será o nosso Natal? Tiraremos um pouco do nosso precioso tempo para passarmos juntos àqueles que amamos? O que é mais importante: estar com a família de sempre ou com os amigos passageiros? Atravessaremos o Natal com um copo de cerveja em mãos, fazendo rachas pelas ruas, ou estaremos em oração, cultivando a nossa vida e a dos outros? O Natal é uma festa cuja maior companhia é o Menino Jesus. Estar longe Dele é deturpar o verdadeiro sentido desta festa!

Não tenhamos medo de abrir nossos corações para a pequena criança de Nazaré que nos solicita abrigo. Antes de nascer em Belém, Ele deseja vir ao mundo em nossas vidas. Nunca é tarde para acolhê-lo. Se hoje fugimos Dele, amanhã Ele nos encontra nas esquinas da vida! Ou pelo amor da existência ou pela dor da história, sempre se encontra Deus. Olhemos para o presépio e nos deixemos tocar pela figura frágil e cheia de ternura do Menino Jesus que está em nossas portas e pede entrada!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

O Espírito Santo e a comunidade cristã

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Não é difícil encontrar a ação do Espírito no Antigo Testamento. Ele é o que dá vida, ânimo, força (Gn 6,17-27), ele indica o mais profundo do ser humano e sua busca de Deus (Sl 77,4.7), é também a energia, movimento que inspira a pessoa a paixões, furor, ira, coragem e resistência (Sl 31; Jz 15,19).

No Antigo Testamento, a ação do Espírito esteve sempre em favor da criação, do povo de Deus e da vida. Sendo aquele que gera, cria, faz nascer, movimenta, inspira, impulsiona, redime e cura. E Jesus bebe desta tradição bíblica-profética tornando-a vida em sua vida.

Toda a vida de Jesus de Nazaré pressupõe a ação do Espírito. Desde a anunciação feita pelo Anjo a Maria, no qual anuncia a concepção: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do altíssimo vai te cobrir com a sua sombra, por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1,26).

No batismo de Jesus feito por João (Mc 1, 9-10), que o impulsionou à missão no comprometimento com o Reino do Pai. Curando o paralítico (Mc 2,5), o leproso (Mc 2,40-42), perdoando os pecados (Lc 7,50), expulsando os Demônios (Mt 8,28-32). No mesmo Espírito, Jesus clama “Abbá, Pai” (Mc 14,36) e entrega-se ao Pai: “Pai em tuas mãos entrego o meu Espírito” (Lc 23,46). Também no Espírito, Jesus é ressuscitado e volta para o Pai, donde Ele envia o Espírito sobre os apóstolos.

Sabemos hoje que essas passagens possuem seu fundamento na releitura que as primeiras comunidades cristãs fizeram do evento Cristo, portanto são pós-pascais. Mas elas nos indicam como Jesus de Nazaré experimentou a Deus e como esse relacionamento com Deus, por meio do Espírito, o conduziu à entrega total por uma causa.

É o Espírito quem torna presente o Reino na pessoa de Jesus de Nazaré, fazendo assim este Reino visível aos olhos dos pobres, pequenos e pecadores. Por isso, os primeiros discípulos não hesitaram em relacionar a ação de Jesus à ação do Espírito de Deus que vem em favor do seu povo.

Em pentecostes (At 1-13), momento em que “simbolicamente” o Espírito foi enviado sobre os discípulos, fundando a Igreja, manifestou-se a força salvadora da obra de Cristo, Encarnado, Morto e Ressuscitado que permanece na Igreja como portadora de sua ação salvífica por meio do Espírito.

É por meio do Espírito de Cristo presente na Igreja, que esta se torna mediadora da salvação. Deste modo, a Igreja, comunidade de fiéis, para ser verdadeiramente portadora da salvação, ou comunidade salvífica, tem que viver segundo o Espírito de Cristo no meio do mundo.

Por isso, ela é sempre convidada a manter os “olhos fixos em Jesus” (Hb 12,1-2) para não perder a meta e o fundamento na qual ela está fundada, que é o próprio Cristo. No entanto, voltar o olhar para o Cristo é antes de tudo voltar o olhar para Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José, o carpinteiro. Pois é olhando para Ele que as primeiras comunidades, movidas pelo Espírito, vão reconhecer que Ele é o Cristo da fé, e Nele está a salvação esperada.

Diác. Reinaldo Martins de Oliveira,C.Ss.R.
Missionário Redentorista

Viver na Casa do Amor

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Para receber o Amado que se aproxima e viver na casa do amor é necessário vigilância e prontidão.

O Natal que se aproxima é a celebração do Amor que nos veio visitar e permanece conosco. Deus é amor e veio morar entre nós. Para receber a visita do Amor e com ele permanecer é preciso, preparar a nossa casa. Por isso a Igreja propõe para nós o tempo litúrgico do advento que favorece a indispensável conversão e alimenta a esperança: “O amado está chegando! Abri para ele a porta… Levantai a vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! Nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”.

Para receber o Amado que se aproxima e viver na casa do amor é necessário vigilância e prontidão ativas. Isso significa que cada um de nós precisa ter a coragem de abrir a porta e as janelas do próprio coração para deixar que entrem a luz da vida e a brisa suave do Espírito. Nosso coração fechado vive na escuridão e sofre escravo do medo e do ódio, da inveja e da vaidade, do rancor e da indiferença, do orgulho e da prepotência. Esses sentimentos e atitudes nos jogam no redemoinho da escuridão e da morte. Com a graça de Deus e o nosso esforço pessoal, é possível limpar e arrumar a casa para receber o Amado. Do contrário ficamos vulneráveis e a nossa casa estará sujeita ao ladrão que chega na noite escura e nos pega dormindo ou distraídos. Corremos o risco de estar construindo a nossa casa na areia.

Então, cada um de nós precisa ver como está construindo e verificar se a sua casa, vale dizer – o coração – está arrumada e aberta para acolher o Amado que se aproxima. Não deixemos passar a oportunidade que o advento e o natal nos oferecem para nos tornarmos mais humanos em contínuo e avançado processo de conversão para o Amor. Viver na casa do amor, é sempre a melhor escolha porque nos sentimos livres, ganhamos leveza e experimentamos a felicidade que é habitar a casa do Senhor que vem nos visitar e deseja permanecer conosco.

Abençoado Natal para todos!

Pe. Fábio Bento da Costa, C.Ss.R.
Superior Provincial

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